terça-feira, 16 de outubro de 2012

As heresias de Sarah Sheva


As heresias de Sarah Sheva


Manoel Dc


Lembrei desse texto que escrevi em 1996 quando ontem li um post aqui no Genizah sobre as heresias da irmã Sara Sheeva, que obras meritórias são aceitas na Bíblia, quando afirma que existe graus de moradia no céu, dependendo se alguém pecou muito ou pouco ou vai morar numa quitinete, ou numa mansão.

Naquela época, Sara Sheeva foi convidada pelo pastor da igreja presbiteriana da qual era pastor auxiliar. Ela falou em dois cultos, no sábado e na segunda-feira.

Escrevi o texto original intitulado Os ErrosTeológicos de Sara Sheeva, impelido pela indignação com tanta heresia proferida por uma só pessoas num espaço de tempo tão curto. A igreja estava lotada de jovens e de muitas famílias de um modo geral, e enquanto ela falava, eu estremecia no meu lugar, morrendo de vergonha diante de tanta asneiras. Depois que escrevi essas notas, entreguei uma cópia na mão do pastor titular a igreja.

1. No culto, quando se prega com unção, as crianças são atormentadas por demônios e atrapalham a mensagem.

- Sheeva declarou que os demônios fazem caretas e fustigam as crianças durante os sermões, oprimindo-as para atrapalhar certas “verdades” que são ditas. Não creio que nossos filhos, frutos de um casamento feito no Senhor, entre duas pessoas lavadas no sangue de Jesus, que tidos seguramente como filhos da Promessa e incluídos no Pacto do Sangue do Cordeiro (At2:39), sejam portas abertas para serem fustigados por demônios. Não e não!

- Não que os filhos de crentes, por serem incluídos no Pacto da Graça são salvos automaticamente. Eles precisarão decidir por si mesmos fazendo sua pública profissão de fé e entregarem suas vidas a Jesus para serem salvos, mas por outro lado, a inclusão no Pacto lhes garante total proteção contra as investidas do inimigo. Se assim não fosse, eles não seriam considerados por Deus santos e puros através do convívio dos pais convertidos (ICo7:14).

- Jesus incluiu as crianças no Reino, e de forma alegre e amorosa as acolheu em Seus braços (Mt19:14).

– Precisamos, mais do nunca que a Igreja produza uma mensagem de paz e esperança que alimente nossa fé e traga segurança às nossas famílias!

Um tempo atrás foi dito em nossa igreja num congresso por outra mulher palestrante “especializada” em educação infantil, que ficava alegre e orava para Deus dar muitas crianças endemoninhadas para que os professores incrédulos atestassem que crianças podiam ficar endemoninhadas!

Mais uma vez a “unção” foi mais importante do que a VERDADE!

2. O pecado original foi o sexo.

Nós sabemos há muito, que não existe a mais remota possibilidade do pecado de nossos primeiros pais ter acontecido porque Adão desviou sua atenção de Deus para sucumbir aos encantos de Eva! e que por causa disso ele preferiu a mulher do que a Deus.

Nossa irmã precisaria freqüentar uma Escola Bíblica com o mínimo de conteúdo para saber que esse assunto do pecado original já foi definido teologicamente há vários séculos. O pecado original foi a desobediência moral, um desvio, um erro, uma obstinação de se viver fora da vontade Deus, e não o sexo, como asseverou Sheeva, porque Deus criou o sexo para desfrute do casal e para seu pleno bem-estar.

Bem antes da queda moral, o homem já se esquentava em sua “costela”, usufruindo o sexo em toda sua pujança e intensidade.

Deus disse ao primeiro casal: ”Sede fecundos, multiplicai-vos..!” (Gn1:28).

3. Para ser totalmente livre, é preciso se desfazer das maldições hereditárias.

= Imagino como os homens do passado conseguiram atingir um grau de santidade e intimidade com Deus sem passar pelos processos de “descarrego” que são adotados por muitas igrejas em nossos dias em “encontros” e “fins-de-semanas vitoriosos”.

= Penso que muitos dos modismos de hoje são diretamente influenciados pela psicologia moderna, quando esta deveria ser apenas uma ferramenta para ajudar no processo de libertação que acontece no íntimo, quando a fé, a Palavra de Deus e a oração são devidamente aplicadas.

= Penso também que muitos dos modos de abordagem na área de libertação são verdadeiras ofensas ao sacrifício eterno de Jesus na cruz do Calvário, que depois do “Está consumado!” nada mais é preciso acrescentar à salvação e à santificação, posição segura que leva o pecador, a partir de uma entrega sincera, a obter uma vida nova, tendo suas dívidas passadas canceladas total e imediatamente (Cl2:14) e podendo assim, desfrutar a partir dessa entrega, de uma nova vida liberta dos fantasmas do passado (2Co5:17). Mesmo porque a Bíblia fala que "A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai levará a iniquidade do filho, A justiça do justo ficará sobre ele, e a impiedade do ímpio cairá sobre ele." (Ezequiel 18, 20).

Alguns autores que leio, como Jay Adams, David Sedmans, John White e Neil Anderson são psicólogos cristãos e autores equilibrados que escrevem sobre aconselhamento cristão com base nas Escrituras.

Todos eles entendem que existem marcas e traumas emocionais que precisam ser detectados e tratados pela oração e pela ministração da Palavra de Deus (ou pela aplicação de tratamento psicológico).

Que podem existir ”maldições” psicológicas (não hereditárias), marcas emocionais profundas que podem levar alguém a ter uma auto imagem negativa e esmagadora levando a uma vida destruída e improdutiva.

Afirmam esses conselheiros, que aqueles que se envolveram com demônios, que fizeram pactos com as trevas necessitam renunciar verbalmente pactos e envolvimentos, tudo isso é verdade e pode ser aplicado no aconselhamento.

Sheeva, no entanto, afirmou que se alguém não escrever detalhadamente em uma lista de confissão todos os seus atos de impureza sexual do passado e descrever detalhadamente os traços fisionômicos das pessoas que se envolveu impuramente, e se esquecer de uma delas, ou mesmo de um detalhe sequer, os demônios irão requerer de mim essa pessoa e eu jamais terei paz nem prosperidade!

Aí vocês hão de concordar comigo: Aí já é “forçar a barra!

Esse evangelho é por demais condicional, limitado e frágil! E não é nem de longe o Evangelho da liberdade e não é o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.

4. Quando eu falo, ninguém deve questionar!

Isso é interpretar o texto bíblico por experiência subjetiva e particular e não dentro dos padrões universais da hermenêutica e da exegese bíblicas.

Sheeva emitiu frases de efeito como:“Essa verdade eu recebi por revelação direta do Espírito Santo no meu quarto de oração”ou: “Quando eu falo, ninguém pode questionar, porque é Deus quem está falando”

Mas não é um “barato”? Eu não vou mais ter que malhar, estudar as línguas originais, suar a camisa estudando interpretação bíblica, me enfronhar no estudo sério das Escrituras, porque eu vou mamar tudo isso direto da mamadeira da “mãe” Sheva, sem questionamento algum. Isso não é lindo? (estou sendo irônico).

Creio que existem princípios preciosos que a igreja jamais deve abrir mão e um deles é o estudo sistemático da Palavra. Nada pode substituir isto. É por isso que os pastores devem se afadigar na Palavra e se ater exclusivamente à Palavra e à oração para o rebanho não se corromper (Pv29:18) e para a igreja não ser facilmente enganada.

A maioria das pessoas ali, ficou intimidada, acuada, com medo de rejeitar a palavra proferida, pois quem pode ir de encontro a alguém que diz “receber a revelação diretamente do Espírito Santo?”

Mas a Bíblia diz que diante de toda palavra proferida, somos autorizados a julgar toda profecia que for dita (1Co14:29) e a provar os espíritos (1Jo4:1). Só que nada disso foi dito, e todo mundo engoliu as baboseiras ditas como “Palavra de Deus”.

Sei bem que porcarias são muito mais assimiladas na mente das pessoas do que o incentivo o estudo sério das Escrituras e o conhecimento de doutrina.

Por fim, precisamos pedir a sabedoria e a nobreza dos crentes de Beréia que ao ouvir, nada mais e nada menos do que o apóstolo Paulo, foram conferir nas Escrituras Sagradas se de fato as coisas eram assim (At17:11).

5. Os casais da igreja casados, podem ter casado errado.

Essa foi uma das mais terríveis. A irmã Sara Sheva disse que satanás pode enganar casais fazendo casamentos errados e que as pessoas “encalhadas” não são as que nunca casaram, mas sim, aqueles que casaram errado, encalhadas por não poderem exercer o ministério que Deus tem pra eles.

Disse também que se alguém casou errado, vai ter que orar e esperar para o parceiro errado morrer para depois, casar certo.

A maioria dos presentes que estavam ali não tinham base bíblica, conhecimento nem vivência suficiente para entender que a Igreja Cristã aceita, como ordenação divina todo casamento civil mesmo não sendo realizado no âmbito evangélico e não os consideram errados ou obra dos demônios.

No caso de casamentos destroçados temos o dever de restaurar esses casamentos problemáticos através do aconselhamento bíblico, do confronto salutar e de aplicação da oração e disciplinas espirituais que possam ajudar os cônjuges.

Agora, imagine quem já está “encalhado” no casamento, pensando em desistir de tudo e agora ouvir em um culto na Igreja Presbiteriana que ele pode ter casado errado e pode orar pra Deus “levar” o cônjuge errado! Não é só um “pezinho” para correrem para o divórcio e loucuras mil, para depois procurarem a “pessoa certa” e o “casamento certo?”

E mais, a “profetiza” Sheva proferiu uma doutrina prá lá de exdrúxula sobre pecado sexual, união sexual ilícita, e impureza dos jovens no namoro, se utilizando de complicadas e controvertidas teorias da física quântica. Isso mesmo!

Não era muito mais simples explicar a relação sexual ilícita como sendo uma brecha na mente, e o resultado de um processo gradual de afastamento da comunhão com Deus, cultivando desejos do coração, imbuídos pela própria cobiça e pela sedução que leva inevitavelmente à consumação do pecado (Tg1:15)?

Seria o esperado, ao invés de se utilizar da loucura fantasiosa de que em cada pessoa que está em pecado, revela um campo eletromagnético que quando fotografado, mostra buracos pelos quais os demônios tem acesso e os cães sendo sensíveis, detectam isso, latindo desesperadamente? (risos).

6. Para a unção de Deus se manifestar, não fique de braços cruzados, nem reprima o choro, pois Deus se manifesta quando você chora.

Isso é induzir à emoção e à prática de costumes supersticiosos no conteúdo da mensagem cristã.

Foi dito que para receber a benção e ter uma experiência real de quebrantamento é INPRESCINDIVEL chorar e não reprimir o choro. Que para receber a benção não pode estar de braços cruzados. Que é preciso ficar com os brancos erguidos, as mãos abertas, viradas pra cima, senão a benção cai.

Já ouvi falar de costumes parecidos na macumba, mas na Igreja Evangélica...

Conclusão

Você pode perguntar o porque desse documento.

Primeiramente, É POR CAUSA DA IGREJA DE CRISTO. Porque penso que se nós negligenciarmos a sã doutrina, como algo de somenos importância, pereceremos todos. E só uma questão de tempo. Sinto que os valores tem sido trocados paulatinamente. A experiência tem mais importância que a doutrina, o “testemunho chocante” mais valorizado que as verdades que afirmamos acreditar e viver por elas.

Em segundo lugar, É por causa também de que penso TER UMA ATITUDE PASTORAL e um zelo pelo povo de Deus que está dividido em mil opiniões doutrinárias e heresias sutis. Isso me indigna por demais. O fim-de-semana passado faz-me perder o sono e me encontrar até doente.

Precisaríamos ser mais zelosos na defesa da doutrina bíblica. Senão brevemente seremos outra coisa e não uma Igreja de Cristo.

Bom seria se pudéssemos como igreja, coexistir com dois ingredientes essenciais que Jesus prescreveu para a saúde da igreja: de um lado, o pleno conhecimento da Verdade e o compromisso com as Escrituras e do outro, o poder de Deus e o exercício salutar do poder de Deus e dos dons espirituais. Se tivermos cumprindo isso, jamais penderemos para o erro (“Errais“ - sermos induzidos ao erro, cairmos na aceitação passiva de heresias - Mt22:29). E se nos esforçássemos por guardar (entesourar) a Palavra de Deus no coração, para não pecar (errar o alvo) contra Deus (Sl119;11), a igreja seria bem melhor.




Manoel do Carmo Filho é conspirador do Reino e calabora com a subversão do Genizah


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O gado evangélico de Silas Malafaia


O gado evangélico de Silas Malafaia




Silas Malafaia conta em entrevista ao IG como manipula o voto evangélico. Quem tiver o mínimo de discernimento irá perceber que ele praticamente diz que a massa evangélica come capim na mão dele. Tem gente com saudade do bezerro de ouro!



iG: Como o sr. analisa o seu envolvimento com a política?

Silas Malafaia: A vida é resultado do que construímos ao longo do tempo. A gente se posiciona e corre riscos, põe a cara para bater. O povo evangélico vem amadurecendo. Estou há muito tempo na mídia, e conquistei credibilidade com os evangélicos. Uma parte acata e considera o que eu digo.

iG: O sr. gosta de participar dessa embate, não é?

Silas Malafaia: Gooosto! Eu nunca vou ser candidato a nada, pode anotar aí! Nada, nada, nada! Agora, tenho a convicção, aquilo que sou, como pastor, como um dos líderes de um segmento, acredito que fui levantado para influenciar. Então, vou influenciar o máximo que puder. Ser (político), nunca, mas influenciar, sempre!

iG: Quantos candidatos o sr. apoiou nessas eleições?

Silas Malafaia: Apoiei 18 caras a vereador, 16 foram eleitos. Em Porto Alegre, quando cheguei para apoiar (José) Fortunati (prefeito eleito), estava empate técnico com a Manuela Dávila. Dei uma força, lá em Porto Alegre tem muito evangélico. Ele pediu: ‘Grava aqui para o TRE.’ Fiz um áudio e pus na porta da igreja. Não digo que ganhei mas ajudei a ganhar. O Ratinho Jr., conheço o pai dele, que me pediu ajuda. ‘Dá uma palavra para os evangélicos’. Em São Paulo, entrei aos 45 minutos, no dia 1º. Segunda de manhça, Serra me ligou para agradecer. Hoje (terça-feira, 9) estive com ele.

No Rio, apoiei 25 candidatos a prefeito. Cinco perderam, 18 foram eleitos, e dois estão no segundo turno. Podia ter apoiado 200 caras que vieram encher meu saco. Mas política é muito desgastante, ao botar minha cara, para muita gente, corro muito risco. Se um cara desses faz besteira, acabo chamuscado. Falei muito 'não'.

iG: O sr. considera que os evangélicos devem participar de forma ativa, como grupo político?

Silas Malafaia: Como os evangélicos começaram a ser um segmento importante, o pessoal entende o seguinte: se ateu, marxista, filósofo, operário pode dar opinião, por que não posso dar? Falam tanto que somos fundamentalistas, retrógrados... O que não posso dizer é que a igreja apoia (determinado candidato). Isso não digo. Não suporto negócio de que a igreja apoia! Sou eu, que sou cidadão que apoio. Temos de nos fazer representar. Na Bíblia, Jesus não anulou a cidadania terrena.


iG: E como é que o sr. pede voto para os candidatos?

Silas Malafaia: Falo em tudo o que é lugar: ‘Você é livre para votar em quem quiser. Não tem anjo contratado pelo pastor para fiscalizar e dedurar em quem votou.’ Quando digo isso, estou respeitando o direito da pessoa, dona do voto. Ganho muito mais do que se dissesse: ‘Vote aqui!’ Digo: ‘Se não tem candidato, tenho Alexandre Izquierdo (vereador eleito, com 33.. Mas o voto é seu e vote em quem quiser. Não é ostensivo, mas muito pontual. Se encher o saco, fizer apelo espiritual... Não digo: ‘Este é o candidato de Deus, o resto é do diabo!’

iG: Em muitas igrejas, como a Universal, o pedido de voto é explícito. O sr. faz isso também?

Ele pensa que manda no seu voto. Algum dos dois é louco.
Silas Malafaia: A Universal já teve sete deputados estaduais (no Rio), cinco federais e quatro vereadores. Agora elegeu três vereadores. O caso do Bispo Rodrigues (deputado federal cassado, ex-líder político nacional da Universal, condenado no Mensalão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro) foi uma paulada violenta. Mas tem a questão da maneira ostensiva de pedir voto. O mais difícil não é fazer o povo acreditar, é fazê-lo se manter acreditando é a história. Pode-se manipular as pessoas por um tempo, mas não o tempo todo. Eu explico para as pessoas que podem votar em um e eleger outro. ‘Se você vota em alguém sem chance elege o outro (devido ao quociente eleitoral, número mínimo de votos de uma coligação para eleger cada vereador ou deputado). Ensino como funciona o voto majoritário. A maneira didática ajuda muito mais que impor (voto).

iG: Quem é Alexandre Izquierdo, vereador eleito no Rio com seu apoio?

Silas Malafaia: Ele foi líder da Juventude da igreja, é obreiro. É muito preparado intelectualmente. Aí, perguntei a ele: ‘Quer ser pastor ou político?’ Ele disse: ‘Tenho vontade de alcançar posições na política’. Aí decidi: ‘Vou investir nele! E falei (para os fiéis): ‘Se não tem candidato, tenho Alexandre Izquierdo. Mas o voto é seu, vote em quem quiser.

iG: O sr. acha que ainda há preconceito contra a participação de evangélicos na política?

Silas Malafaia: Tem muito preconceito contra os evangélicos. Acham que evangélico é seminanalfabeto, primário, babaca, tapado, idiota. Nego esta por fora! Na minha igreja, tem desembargadores, devo ter pelo menos 14 caras com doutorado ou cursando doutorado. Claro que eu tenho gente pobre na igreja, porque é o estrato social! Eu lancei um desafio para a garotada: o primeiro que passar para Harvard (uma das melhores universidades do mundo) a igreja banca todo o curso. Para motivar!

Essa ideia de que evangélico é babaca, semianalfabeto, tapado, idiota, eu até fico rindo! É o estrato da sociedade. Mas a igreja tem classe média. Hoje em dia pensar: ‘Ah, é bobinho, é curral de pastor!’ Vai lá! Vai nessa! Não tenho nada contra, mas vou te dar um número: se o povo da Universal fosse curral deles, eles elegeriam oito vereadores. Curral é o escambau! Se a Universal fosse curral, seriam oito vereadores (no Rio), não três!

Acham que os evangélicos são um bando de bobos, otários. Nego está por fora! Depois do advento da internet não tem mais bobo. O segmento social que mais usa a internet e as redes sociais são os evangélicos.

iG: O sr. também já apoiou deputados federais eleitos.


Silas Malafaia: Botei a minha cara para três caboclos, que foram eleitos federais. Ajudei a eleger três deputados federais do Rio. O Neilson Mulim (candidato a prefeito no segundo turno em São Gonçalo), Filipe Pereira, filho do pastor Everaldo Pereira, que foi o mais forte, que mais botei a cara, e o outro de Duque de Caxias, da Igreja Metodista, que teve 28 mil votos (Áureo Lídio Ribeiro)... Esqueci o nome dele, sou ruim de nome! E o Filipe, com todo o respeito, se eu não boto a cara... Nenhum dos três é da minha igreja. São evangélicos, mas não são da minha igreja. Não precisa ser da minha igreja, não. Só meu irmão (Samuel Malafaia, deputado estadual no Rio, pelo PSD) é.

iG: De que maneira o sr. faz propaganda para eles?

Silas Malafaia: Tenho uma mala-direta de pessoas que compram comigo materiais, muito poderosa! É gente que compra materiais meus. E essa mala é muito, muito muito poderosa. Tenho 180 mil nomes no Estado, sendo 60 mil na capital. Tanto é que meu irmão – e nós botamos no programa de computador – teve votação em cidades onde não botou o pé, nem lá foi. Aí você olha na minha mala direta e tem gente lá. Teve 135 mil votos.

iG: Foi o terceiro mais votado, só atrás de Wagner Montes (528.628 votos, a maior votação do País) e do Marcelo Freixo (em 2010, o agora candidato derrotado à Prefeitura do Rio teve 177.253 votos para deputado estadual)?
Silas Malafaia: É, atrás de dois caras que... pelo amor de Deus! Um com a máquina da televisão (Montes) e outro com a imprensa dando corda para ele (Freixo). Aí não teve jeito! Não tem isso de ser mais votado. Eu quero, sim, que o cara que eu apoie para deputado não entre na rabeira, que entre. Se está entrando no meio ou na cabeça, quero que entre!

iG: E o que o senhor espera desses candidatos, uma vez eleitos?

Silas Malafaia: Espero que, primeiro, aprendam que estão lá não porque foram colocados para defender interesses dos evangélicos. Estão lá para cumprir um princípio do que acreditam da Bíblia, pela justiça social, para abençoar o necessitado. Não ser a favor de lei que prejudique os mais humildes, eles sabem disso, não são malucos! Segundo ponto é honrar o nome de quem lhes emprestou o nome, que sou eu. Eu digo para eles: ‘Amigão, não pisa (na bola) não, que se pisar, quem vai dar com o sarrafo, sou eu!’

iG: E se eles fizerem algo errado?

Silas Malafaia: Eles sabem que quem vai dar o primeiro sarrafo neles sou eu! Meu nome não está à venda, por ninguém, meu irmão inclusive, meu nome não está à venda para ninguém! A Bíblia já dizia que mais vale o bom nome do que muitas riquezas. Então se um cara desses fizer besteira, vou sacudir em cima dele.

iG: Já teve algum caso desse gênero?

Silas Malafaia: Graças ao bom Deus, não, espero que não tenha! Porque se tiver, meu filho, eu não vou ter pena, eles me conhecem e sabem que sou capaz de fazer mesmo. Eu vou queimar meu nome porque nego está fazendo besteira? Eu não! Eu largo o aço em cima deles! Mas não vou ter pena e estão avisados. Vou queimar (o político)! Largo o aço em cima!

Malafaia, o funicador.
iG: Como assim, larga o aço???

Silas Malafaia: É, eu meto o pau! Digo aí: ‘Não vota mais não!’ Vou botar para quebrar em cima! Iss aí não tem dúvida nenhuma, amigo! Não tem moleza!

iG: E que contrapartida o sr. pede a eles?

Silas Malafaia: Peço que representem o povo que deu o voto a eles, a honra e o nome. Amigo, nem na época que podia empregar parente... nunca pedi para nomear ninguém. E eu tenho uma família grande para caramba, irmão. Nunca pedi nada, não quero saber disso, negócio de nomear parente. Na verdade, na época da eleição, o prefeito ou governador, bajulam todo mundo para ganhar. Quando são eleitos, durante os quatro anos, essa aqui é que é a verdade, amigo: “Quem é esse cara aí? Elegeu quem?” Então, para eles te atenderem, você tem de mostrar que você tem força política! Senão é mais um no bolo! E aí, o que acontece?

Você elege cara com boa votação, quando vier coisa de molecagem contra os nossos princípios, a gente tem voz para pressionar. É esse que é o jogo. Isso é o que eu faço. Não tem conversa: “Vai fazer essa lei aí? Vai? Então vai ver se vai ter o meu apoio!” Você vê, tanta coisa foi freada aí, em âmbito federal e tudo, por medo de nossa comunidade. Porque sabem que vamos abrir a boca. Essa é que é a verdade, nua e crua.

iG: O sr. tem contato direto com prefeitos e governadores.

Silas Malafaia: Ah, tenho! O Eduardo (Paes) me ligou hoje cedinho. Eu estava me preparando para ir para São Paulo, o telefone tocou. Eu disse: ‘Vou ligar para esse cara terça ou quarta-feira. Muita gente liga para dar parab[ens, tal e coisa. Aí hoje ele se antecipou. Me ligou cedinho. Eu tinha ligado o telefone. ‘Oi, aqui é o Eduardo, quero agradecer seu apoio. Conte comigo!’ O Eduardo é simples. Espero que não seja mordido por mosca azul, não fique besta... É um cara muito legal. Eu gosto muito dele.




iG: E com o Serra, como foi a conversa?

Silas Malafaia: Eu acho que a chance está com ele. O Mensalão vai ter um peso para o PT, vai bater na porta deles. De algum jeito... A classe média não atura isso não. Não dá para dar Bolsa Família para todo mundo, não. Não dá para comprar todo mundo com comida, não.

iG: Como será seu apoio a ele?

Silas Malafaia: Disse para o Serra hoje. Falei: “Serra, todo mundo já sabe que eu te apoio. Não precisa fazer nada ostensivo. Não osto de nada ostensivo, para ser honesto. Sou mais um dentre tantos, seja católico, evangélico. Eu quero isso, não quero que ache que sou o máximo, sou mais um entre tantos.

iG: Vai gravar vídeo de apoio para ele na TV?

Silas Malafaia: Não, eu acho que não precisa, para te ser honesto. Eu disse ao Serra hoje (9): ‘Todo mundo já sabe que eu te apoio. Não precisa de nada ostensivo. Eu não gosto de nada ostensivo.' Sou mais um entre tantos, católicos, evangélicos. Eu quero isso! Não acho que sou o máximo, sou mais um entre tantos, não preciso de tanta firula, não. Acho que não precisa gravar (programa na TV), para ser honesto. (Nesta quinta-feira, 11, ele publicou vídeo contra o adversário de Serra, Fernando Haddad) Quando fica muito acintoso não é bom. Sabe: ‘Você é candidato de todos, sabe?’ Eu não acho que seja necessário gravar. O povo em São Paulo é muito maduro, esta percebendo todo esse jogo.












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KIT-GOSPEL versus KIT-GAY


KIT-GOSPEL versus KIT-GAY



A imagem do candidato tucano José Serra já foi mais associada a valores liberais, cultivados por grupos tanto à esquerda quanto à direita do espectro partidário.

Tais valores informam que preferências sexuais e religiosas são assunto da órbita privada; ao homem público caberia manter equidistância de lobbies que, na defesa legítima de seus interesses, acabam por conferir relevo exagerado a temas da esfera íntima.

Na corrida presidencial de 2010, ao explorar contradição da petista Dilma Rousseff -que se dizia favorável à descriminalização do aborto, mas recuou na campanha de maneira oportunista-, Serra já havia selado uma aliança com o conservadorismo evangélico. 

Sua atual peregrinação por templos e a aceitação graciosa de apoiadores que flertam com a intolerância indicam um caminho sem volta.

Tal rota pode render-lhe resultado nas urnas, sem dúvida. Pesquisas, como a realizada pelo Datafolha em setembro, indicam que convicções conservadoras são partilhadas por amplos setores da sociedade paulistana. Mas não há como comer do bolo conservador e, ao mesmo tempo, passar-se por liderança moderna, arejada.

Daí um certo cansaço, misturado a frustração, que se nota nos círculos mais liberais. Tanto mais quando um pastor, Silas Malafaia, defende com o espírito de cruzados medievais a candidatura de Serra. "Vou arrebentar em cima do Haddad", jactou-se o líder religioso.

O pretexto é o famigerado "kit gay", tentativa desastrada do então ministro da Educação, Fernando Haddad (PT), de produzir um material -de formulação discutível- contra intolerância sexual nas escolas.

Como já se tornou hábito no petismo, após o estrago e a grita dos religiosos, recuou-se completamente, e o próprio Haddad tentou desvencilhar-se da proposta.

O "kit gay", por qualquer ângulo que se olhe, é assunto de somenos na política pública federal. Que dirá na municipal, em que os destinos da ocupação do solo, do transporte, da assistência à saúde e do ensino assumem peso avassalador na lista de prioridades.

Ocupação do solo, aliás, integra o "kit evangélico" real, a agenda de interesses que religiosos apresentam aos candidatos. 

Desejam tratamento diferenciado para os templos -a fim de que possam ultrapassar os níveis de ruído exigidos de outros estabelecimentos e fixar-se onde e como queiram, a despeito das normas urbanísticas.


É preocupante a atitude amistosa de Serra com esses lobbies, bem como a disposição de Haddad de também acomodar-se a eles.


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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Zé Bruno do Resgate, em MODE IRONIC ON chuta o balde!


Zé Bruno do Resgate, em MODE IRONIC ON chuta o balde!




Quero ganhar o Troféu Promessas.


Zé Bruno




Atenção seguidores do twitter, irmãos da Igreja e amigos do Facebook, vamos combinar uma coisa:


Eu faço de conta que não pedi nada a vocês, e vocês fazem de conta que não ouviram nada.


Vocês fazem de conta que foi iniciativa espontânea e acessam o site do Troféu Promessas. Aí vocês votam tipo 50 ou 100 vezes cada um pra fazer de conta que foram muitas pessoas diferentes que votaram em mim.



O Comitê Organizador fica satisfeito porque fez de conta que seu Troféu mobilizou votos de milhões de pessoas, e todo mundo fica feliz!

Eu faço de conta que estou ansioso pelo resultado, mesmo sabendo que outros artistas fazem o mesmo.

Não se esqueçam, todos nós estamos fazendo de conta que nada disso está acontecendo.

Vocês podem, tipo assim, fazer de conta que estão preocupados com minha ansiedade, e até podem mobilizar uma campanha de oração por mim, e Deus...bom...não posso afirmar que Deus faz de conta que ouve...mas tudo bem vai...

Aí então eu recebo o Troféu de "faz de conta", e tento fazer de conta que minha mediocridade nunca existiu.


Aliás posso concorrer com uma música americana, tipo versão em português, e receber o troféu no Brasil fazendo de conta que o compositor americano é tonto...bom...vá lá...americano é tudo tonto mesmo...


Vocês fazem de conta que ficaram espantados com a minha vitória, e fazem de conta que sou uma bênção.


Daí eu dou testemunho dizendo que Deus me honrou, fazendo de conta que eu nunca soube que tudo foi combinado, tipo Lula, e até deixo cair umas lágrimas de "faz de conta".

A Mídia Gospel faz de conta que sou um sucesso, e publica o fato, e eu faço de conta que acredito que sou incrível.

Quem sabe até um programa de auditório me convide pra mostrar o Troféu fazendo de conta que a gravadora não pagou jabá pra eu estar lá...já pensou?

Aí eu digo que até os ímpios estão reconhecendo o valor da música evangélica, e eu faço de conta que foi a minha "unção" a responsável por tal feito.


Coitado só do povo né...que consumirá o meu CD, sem saber do "faz de conta", mas tudo bem...eles são café com leite.


Meu Deus! Vai ser demais!!!!


Nós todos fazemos de conta que nosso mundico gospel é poderoso e que nosso mercado é sério.


Podemos ainda fazer de conta que isso não é idiotice.

Podemos fazer de conta que somos felizes e que isso é um avanço...

Depois fazemos de conta que foi bênção vinda dos céus, e louvamos a Deus em agradecimento, cantando minha música é claro...aquela americana que eu fiz uma versão em português pra concorrer como melhor canção gospel no Brasil, lembra?


Deus, que por sua vez não teve nenhuma participação nisso, não consegue fazer de conta que não viu nossa infantilidade...paciência...


Mas nós que vivemos no mundo de "faz de conta", fazemos de conta que tá tudo certo, afinal de contas esse reino que inventamos é o país das Maravilhas, e nós??...nós somos Alice, é lógico...quer dizer, fazemos de conta que somos, é claro.


Na premiação todos estarão lá; o Coelho branco de colete a Lagarta azul, a Duquesa, a Rainha de copas e o Gato de Cheshire.


O Chapeleiro maluco nos avisará quando for a hora do chá, e a Lebre de março e o Arganaz vão ajudá-lo no cerimonial.

Todos sabem que a Tartaruga é falsa, mas dançam assim mesmo na quadrilha da Lagosta.



Ai meu Deus...será que conseguiremos algum dia correr o risco da simplicidade?


"...difícil é viver a vida assim sem aventura, deixar ser pelo coração...se é loucura, então melhor não ter razão..."


Amigos cantores e artistas, não se ofendam com o humor ácido das palavras de um pobre maluco como eu que faz de conta que é pensador.

Se fiz mal, é fácil resolver o problema...afinal, depois de tanto "faz de conta", basta fazer de conta que eu nunca escrevi nada, e tá tudo certo.




Zé Bruno é vocalista da Banda Resgate e pastor da Casa da Rocha. Publicou este texto ontem no Facebook e a coisa virou uma bola de neve, no bom sentido, rss.







E para não terminar sem música, curtam o último ovo dos dinossauros do Rock Cristão. 

O single - Eu estou aqui - é a primeira faixa divulgada do novo trabalho da banda. 

Geeeeenteeee é bom demais! Proclamação com altíssima dose de subversividade reinista!  Apertem o play e me digam se não é `pedra rolando e clamando`?

Os caras estão FORA DA LEI, soltos na Graça! 


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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Como uma onda no mar... O declínio dos moveres


Como uma onda no mar... O declínio dos moveres

Hermes C. Fernandes

De alguns anos para cá, fala-se muito de “moveres” supostamente protagonizados pelo Espírito Santo com o objetivo de despertar a fé dos crentes. Já vivenciei alguns deles, ainda que não tenha me envolvido diretamente.

Antigamente, falava-se de avivamento, e isso mantinha nos crentes certa expectativa sobre a intervenção soberana de Deus na história. Países como o de Gales foram cenários desses despertamentos espirituais, que resultaram em conversões em massa e transformações sociais profundas. Diz-se que graças ao avivamento metodista, a Inglaterra não teria mergulhado numa revolução sangrenta semelhante à vivida pela França na mesma época.

Agora a moda é falar de “moveres”. Segundo seus defensores, seriam “ondas” geradas pelo Espírito, visando o crescimento da igreja.

Tal expectativa nos remete à crença nutrida pelos judeus contemporâneos de Jesus de que um anjo vinha de tempo em tempo agitar as águas de um tanque chamado Betesda. Multidões se reuniam ao redor dele em busca de curas milagrosas. Bastava que as águas fossem agitadas.

Tenho a impressão de que alguns pregadores postulam o lugar de tal anjo. Querem reproduzir artificialmente um “mover” que resulte nos mesmos frutos daquilo que originalmente fora provocado pelo próprio Deus.

Pelo menos já não se atrevem a apelidar tais movimentos de “avivamento”. Embora a nomenclatura seja outra, a expectativa é a mesma. Mas agora, em vez de esperarem por um anjo, esperam por uma campanha, por um encontro face a face com Deus, por uma nova estratégia evangelística, por um modelo eclesiástico adotado por alguma megaigreja, ou mesmo uma revelação inédita.

Lembro-me de ter lido no livro “Igreja com Propósitos” de Rick Warren que os pregadores deveriam ser como surfistas à espera de ondas. Segundo ele, não nos compete produzir as ondas, mas simplesmente surfar sobre elas. Embora seu posicionamento pareça mais razoável do que aqueles que defendem os “moveres” produzidos artificialmente, atrevo-me a discordar dele.

Toda “onda” tem um começo discreto, um ápice fugaz, e um desfecho fatídico. Quem decide estar onde elas começam, aproveita melhor o momento, participando do seu surgimento, desfrutando do seu apogeu, e acabando na sua quebrada na areia. Porém, a maioria entra na onda quando esta está no auge, sem darem-se conta de que quanto mais alta ela estiver, mais próxima estará de quebrar.

Assisti in loco à emergência e ocaso de muitos movimentos. Poderia citar alguns deles aqui, mas não quero ferir os escrúpulos de ninguém. É sempre a mesma estória... Um vai-e-vem que se repete exaustivamente. Para os pregadores surfistas, o importante é aderir à moda, isto é, àquilo que dá certo, que atrai multidões, e, por conseguinte, os recursos para a manutenção da máquina eclesiástica.

O problema é que, semelhante aos moribundos do tanque de Betesda, ficamos com nossas atenções tão voltadas para o tal “mover das águas”, que não percebemos a presença de Cristo entre nós.

Que tal se avançarmos um pouco mais na direção do oceano, para além de onde as ondas começam? Não foi lá que Jesus ordenou que Pedro lançasse suas redes?

Saiamos das águas rasas e da espiritualidade superficial proporcionada por tais moveres, e avancemos na direção do que é permanente, constante, eterno.

No dizer de Paulo, deixemos as coisas de meninos, dentre as quais a inconstância típica da adolescência, e sigamos a verdade em amor, a fim de que alcancemos um crescimento não apenas numérico, mas, sobretudo, qualitativo.


Hermes Fernandes colabora com o Genizah


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sábado, 22 de setembro de 2012

Silas Malafaia é o novo Bozó X O quê glorifica a Deus?


Silas Malafaia é o novo Bozó X O quê glorifica a Deus?

Danilo Fernandes

Vocês se lembram daquele personagem do Chico Anysio que vivia a ostentar um crachá da TV GLOBO para ser respeitado pelas pessoas, ou se aproveitar destas? Era o famoso “Você sabe com quem está falando? Eu trabalho na Globo”. Bozó, um perfeito Zé Ruela, mas GLOBAL.

Pois Malafaia resolveu assumir o papel do personagem. É incrível a capacidade deste cidadão de querer se aproveitar de qualquer brecha para levar alguma vantagem ou conseguir alguma exposição. Para tal, Malafaia não poupa estupidez ou heresia. Este é o caso de sua mais recente polêmica envolvendo o fracasso de público da gravação do Festival Promessas, correndo o risco de o mesmo destino na sua exibição, neste domingo dia 18/12/2011. 

Entre os evangélicos, as opiniões acerca do mesmo estão divididas, ainda mais após o primeiro fracasso. Não vou nem entrar muito neste mérito, já disse o que tinha de dizer sobre este projeto, seja como cristão, apologista e até mesmo como profissional de marketing (neste texto aqui). E, diga-se, nem sequer fui muito efusivo em relação à escolha dos nomes, slogans e tudo o mais o que permeou a claudicante estratégia de “marketing espiritual” atrelada ao evento, o que trucidou qualquer hipótese de alguém, com a mínimo verniz teológico ou bom senso, vir a não se sentir profundamente incomodado com tudo aquilo.



Vamos ser claros: Não tenho nada, nada mesmo, contra a música gospel, os seus cantores, shows e tudo o mais. Ao contrário, sou eclético e até gosto de uns poucos artistas que se enquadram (ou são enquadrados) neste estilo musical. De outros, detesto de dar coceira. Mas sou observador atento do segmento, por dever de profissão. Seja como for, o gosto pessoal é privado. Respeite-se (ainda que com lamento) o gosto alheio. 

Nossa luta não é contra gostos musicais, mas contra potestades eclesiásticas e suas falsas doutrinas... Risos. 

Minha birra é contra é o uso do espiritual no marketing dos produtos e das canções com mensagens descoladas do Evangelho, quando não antagônicas. De resto, observo as coisas como elas são: conteúdo musical à venda. Uns bons, uns ótimos, outros péssimos. Gostar de música gospel, cristã, cristã de raizcristã de caule, etc. não torna ninguém mais crente e desgostar também não. Adoração é outra coisa. 

Voltado ao "Promessas", a Globo falhou ao não buscar interagir com a liderança da igreja na busca de subsídios e apoio ao seu evento. Este é um erro que faz parte do DNA da emissora e é da herança genética do seu fundador, Dr. Roberto Marinho. A TV Globo sofre de uma empáfia que sempre a faz ignorar as instituições da sociedade organizada e partir direto para influenciar o público final. É um resquício da ditadura e do tempo em que a Globo reinava na audiência da massa. Contudo, volta e meia a Globo quebra a sua cara platinada, como foi quando ignorou o eleitorado fluminense na eleição de Brizola, o povo nas Diretas Já, as associações de moradores das comunidades cariocas em inúmeras de suas iniciativas na cidade do Rio de Janeiro, os professores e bombeiros em algumas de suas greves justas, o gosto peculiar do telespectador paulistano (por décadas), o eleitorado de Lula, quando editou de forma criminosa o resumo do debate eleitoral 4que elegeu Collor e por ai vai. 

Silas Malafaia viu uma oportunidade: Apoiar o evento Global e dar mostra de seu poder de fogo para a TV Globo.


É um tipo de dança de acasalamento, destas que fazem os pássaros e peixes. No caso, a ave emplumada é a Globo e Malafaia rebola seu corpicho e sacode suas pulseiras e relógios dourados para agradar o macho alfaMalafaia está atrás de uma cobertura, jornalística. Bem-dito, heim? Risos!

Eu disse que Malafaia viu uma oportunidade, mas não foi visto como tal nem será! A TV Globo sofre de soberba, não de burrice. Colar a sua imagem ao Malafaia, duvido que a emissora o faça. No dia que isto acontecer, além da venda de briba de 900 contos de Cerullo e Malacraia, também veremos, nas madrugadas da Globo: a Polishop, a terceirona do brasileirão, o campeonato gaúcho de bocha e as reprises de Perdidos no Espaço e Nacional Kid.

Isto qualquer um vê, menos o camarada Silas, tamanha a sua vontade de ser “Global”. Malafaia não carece apenas de um verniz acetinado e um banho de loja, como foi o caso de Ana Maria Braga, quando deixou de ser sacoleira na TV Record para virar Global, com papagaio e tudo! Para Malafaia, só uma lobotomia seguida de implante de bom senso. O máximo que Malafaia emplaca são umas entrevistas na Globo News (de tarde), uma matéria noticiosa em uma Marcha para Genésio da vida", ou um “esta é sua história” lá no Faustão. Isto pode até ser: “De menino pobre do subúrbio da Penha a cafetão do “altíssimo”. Isto com take de seus olhos marejados e fade para a imagem de seu jato de 12 milhões de dólares decolando ao som da melodia de "Meu Milagre vai chegar". Oh grória meu deuzi!

Mas o que Malafaia disse no twitter?



E, logo na sequência, tomou pancada da galera que não aprovou a sua posição de tiete da Globo, e alegou que este é um evento oportunista é comercial. Ao que, de pronto, Malafaia respondeu no microblog:

“Por algum acaso as editoras, e gravadoras evangélicas não tem interesse comercial? Oramos muito por este momento, e os críticos de plantão falando asneira! Isso é dor de cotovelo! Deus estará sendo louvado em rede nacional!”. 

Gerundismo ungido à parte, o evento é comercial, não tenha dúvidas! E dai? Nada! Evento com patrocinador é sempre comercial. Malafaia está certíssimo. Aliás, como evento comercial, eu mesmo dou o maior apoio... Para outro, claro, um bem conduzido, sem apelações espirituais, talvez até com a oportunidade de proclamação, uma seleção melhor de artistas e, olha que legal: com renda destinada aos necessitados... Enfim, muito mais.... Não esta joça ûber brega

Já as editoras evangélicas, na maioria dos casos, são um negócio comercial, como qualquer outro. Algumas,  muito responsáveis e atentas à qualidade teológica do que publicam fazem a diferença em nossas vidas, outras nem tanto. Ao contrário, provocam estragos.

Mas não poderia ser diferente, é assim mesmo que a banda toca. E é bom que haja lucro para as que publicam coisas boas, pois haverá recursos para investir em boas obras, bons profissionais, tecnologia e tudo o mais que contribua para a qualidade do conteúdo à nossa disposição. 

Contudo, vamos com calma. Fuçinho de porco não é tomada:

- Vender conteúdo cristão de qualidade é uma louvável e santa iniciativa.
- Vender heresias enganadoras, como a confissão positiva é coisa terrível.
- Há muitas editoras que são ministérios, sem fim lucrativos, e também dão sustento a missionários e seminaristas. Outras, objetivam lucro, mas também estão financiando bons projetos e investindo em gente e conteúdo de qualidade e são benção para todos.
- Vender autoajuda, com rótulo de autoajuda é comercio, dá emprego. Maravilha. Compra quem quer, vende quem tem competência. 
- Vender autoajuda, como rótulo espiritual e dizer que é evangelho é falso profetismo. Paulada na moleira. 

- Vender música cristã de qualidade e bibliocentrica é santa iniciativa.
- Vender música gospel de todos os estilos, segundo as tendências e o gosto dos grupos de crentes, e de não crentes, é uma atividade comercial legítima e dá emprego a milhares de músicos cristãos, técnicos, artistas gráficos, etc.
- Vender música gospel cantada por gurus espirituais que se apresentam como pregadores do Evangelho e pregam algo totalmente distinto é lamentável e um grande risco, tanto mais se a gravadora tiver uma reputação a perder e uma imagem a preservar. Não vale a pena colar uma boa imagem institucional a um guru de quarta categoria. Ainda mais quando estes começam a “ministrar” suas doutrinas novaeristas e a praticar rituais estranhos em seus shows. 

Bons profissionais do ramo fonográfico passam ao largo destas tentativas de "divinizar" e espiritualizar produtos musicais. Vamos entender uma coisa: Música é música e cada um gosta do que gosta. Adoração e proclamação são outra coisa. Ministério é uma coisa, carreira musical é outra. Carreira musical é coisa para ser administrada por consultores especializados, gravadoras, etc. Ministério é chamado. Não é meio de vida. E levita... Bom, levita é personagem de ficção evangélica. 

O senhor Malafaia tem todo o direito de apoiar, ou boicotar qualquer evento evangélico.  Cada um decida conforme o Espirito Santo apontar-lhe a conveniência. O que não dá para engolir é se gloriar no fato de que Deus será exaltado em rede nacional. Que mamóm se alegre com isto, pois trocaria a TV Band pela TV Globo e é lucro, mas Deus não depende de rede alguma, nacional, continental ou global para ser qualquer coisa. Deus é!

Deus não é exaltado nestes sonhos de cinderela dos telepastores. Mas Malafaia continua:

“Vamos deixar de ser trouxa! A Bíblia diz que onde pisarmos o lugar será nosso. Vamos assistir o programa. Vamos tomar conta desta “potroca”. Glória a Deus! 

E depois emendou em seu site “A Verdade Gospel” (no caso a dele, risos):

“Será uma hora de louvor e adoração, uma oportunidade escancarada para falar de Cristo. Mas eu queria entender algumas pessoas do meio evangélico que criticam ferozmente o evento da Globo por acharem que há interesses comerciais. Acho que quem pensa assim está precisando ler mais a Bíblia, que enfatiza que importa que o Evangelho seja pregado, seja por escândalo, seja por briga. E quem falou isso foi o apóstolo Paulo, não eu”.

Malafaia já não é mais o mesmo. Sua exejegue está ladeira abaixo. Coisa de botequim mesmo. Deve ser a idade ou o mito do bigode. Mas antes de seguir, pausa para dar uns pulinhos, tomando posse, numa foto de um belo iate recheado com uma varoa de primeiro time... Pronto! Já posso seguir e analisar esta bobajada toda, mas vamos por pontos:

1) Declarações vazias, clichês triunfalistas. Proclamação de uma vitória pela conquista de espaço, pela exibição de poder.

Malafaia acorda! A vitória de Cristo é derrota para o mundo. Não é exibição de audiência! O triunfo de Jesus foi a Cruz! E ele ali ficou só, sem a sua audiência, que se birulitou, como diria o Mussum. Nosso triunfo é poder estar de joelhos aos pés da Cruz. Nossa vitória se deu pela misericórdia Dele em nos resgatar. Fomos salvos para ser a luz do mundo para a Glória do nosso Deus e não para conquistar a programação da TV Globo. Poder por poder, a igreja tem e teve “seus altos lugares corrompidos”, como o Vaticano e todo o seu fausto e nem estes principados glorificam a Deus em nada! Tanto mais este programinha mequetrefe, de meio de tarde, numa emissora tupiniquim! Plim, plim!



Todas estas coisas são permitidas por Deus, servem eventualmente ao Reino, outras vezes O desservem. Ora escandalizam, nos frutos de homens ruins. Outros momentos são usadas para grandes proezas em Deus sustentando o esforço amoroso de uns poucos. Mas, por fim, são todas coisas sob o controle de Deus e independem de audiência. Deus Se basta. Todos os dias o sol nasce e se deita em espetáculos maravilhosos, que acontecem independentemente de haver, ou não uma alma para contemplar a sua beleza e, se há quem veja tais maravilhas e não outras zilhões ocorrendo a cada bilisegundo em todo o universo. Que descansem no infinito Amor do Pai os privilegiados convidados a cada um destes espetáculos. Agradecemos somente Àquele que nos permite participar de tais coisas!


Nós somos meros convidados no Show do Senhor e nos regozijamos Dele e o Senhor ainda nos trata como filhos. Mas o show é para a Glória e gozo Dele, não nossos e, em nada,  Ele depende de nós. Se Deus nos permite assistir ou participar de Sua Obra (sermos usados) é também para a Glória Dele e a nossa gratidão eterna.

Quer assistir ao show gospel da TV Globo, assista. Tem gente boa ali também. Divirta-se, ou não. Vá a praia. Mas tira Cristo desta jogada, pois o triunfo do cristão não é conquistar o mundo com o seu gosto musical, mas levar a mensagem de salvação, o amor pelo próximo, os valores do alto, etc. E, de preferência, calado.

2) Quanto ao Evangelho ser pregado, “seja por escândalo, seja por briga”.

Paulo nunca preconizou uma guerra ao estilo cruzada, um tipo de arrastão de Gizuz ou qualquer forma de imposição brutal das Boas Novas ao mundo . Meu Deus quanta tolice! 

O Evangelho não desce goela abaixo. Nã invade lares pela tela da TV e penetra nas pessoas, segundo a nossa vontade, ou apenas porque estamos assistindo ao programa em posição de sentido gospel, com a mão no coração! Nossa obrigação é pregar (para o) e amar o próximo, deixando o Espirito de Deus fazer a Sua Obra. Música gospel não evangeliza ninguém. Quem consome música gospel e gosta desta já é crente, (ou levita, risos).

O escândalo para o mundo é o testemunho de vida do cristão que enxerga a Cruz e escandaliza os que não conseguem entender a lógica dos dons de Espirito na vida do crente, mesmo diante das lutas do mundo. Aquela lógica que nos faz sair do conforto de nossas casas para pregar o evangelho aos aflitos nos confins da terra, acolher os que necessitam, amar os quem ninguém ama, desatar laços carnais em prol dos objetivos do Reino, glorificar e agradecer a Deus na desgraça. Sim! Na desgraça, principalmente. 

Citando Paulo, corretamente e apropriadamente:

Para que aproveis as coisas excelentes, para que sejais sinceros, e sem escândalo algum até ao dia de Cristo; Cheios dos frutos de justiça, que são por Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus. E quero, irmãos, que saibais que as coisas que me aconteceram contribuíram para maior proveito do evangelho; De maneira que as minhas prisões em Cristo foram manifestas por toda a guarda pretoriana, e por todos os demais lugares; E muitos dos irmãos no Senhor, tomando ânimo com as minhas prisões, ousam falar a palavra mais confiadamente, sem temor. Verdade é que também alguns pregam a Cristo por inveja e porfia, mas outros de boa vontade; Uns, na verdade, anunciam a Cristo por contenção, não puramente, julgando acrescentar aflição às minhas prisões. Mas outros, por amor, sabendo que fui posto para defesa do evangelho. Mas que importa? Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento ou em verdade, nisto me regozijo, e me regozijarei ainda. Filipenses 1:10-18 


Por acaso aqui há quem entenda que Paulo está a exortar a outros que preguem o Evangelho com fingimento? Claro que não! Fora do contexto o significado é um. Mas quando lemos o capítulo todo, verificamos que o São Paulo está falando das consequências de sua prisão na motivação dos seus discípulos a proclamar o Evangelho: 

Alguns, pregam com cautela e contenção por temer eventuais retaliações contra a vida de Paulo, outros o fazem por medo e na defesa de sua própria segurança; outros, ainda, pregam com coragem e ousadia, pois sabem que a morte para São Paulo é lucro e a prisão dele é parte dos planos de Deus. Já outros, pregam porque ambicionam a posição de poder disponível com a sua ausência forçada. São ardilosos. E havia ainda os religiosos judeus,   que acusavam Paulo de pregar a morte e ressureição de Cristo, Sua divindade em desafio à autoridade do deus César. Fingidos e malévolos, estes desejavam apressar a sua a morte pela justiça romana, mas ao acusarem São Paulo contribuíam para proclamação da verdade entre a elite do poder mundial. 

Ao  testemunharem contra Paulo nos tribunais de Roma, os religiosos afirmavam a sua "blasfêmia": - Este Paulo diz que Jesus morreu e  ressuscitou que Ele é  o Salvador. E repetiam esta acusação diante dos romanos que tinham no imperador o "seu" Deus. Ou seja, Jesus era proclamado, ainda que na porfia, na discussão, visando o mal (de Paulo). No fim das contas, a prisão e o sofrimento de Paulo servem ao propósito de Cristo e o apóstolo se alegra muito nisto.

Ou seja, meus irmãos: Não é qualquer “evangelho” pregado que glorifica a Deus.

Se o Evangelho for O Verdadeiro, até pouco importa a motivação de quem O prega, pois a carne é a roupa que nos veste e os homens sempre serão irão nos decepcionar. Mas a Mensagem, esta sim, não pode ser outra que não a que foi anunciada por Cristo e os apóstolos e nos chegou para ser proclamada e defendida. Se não for assim, que seja anátema. 


Um programa musical, seja qual for, e com o artista e a música que for, é música e só. De boa qualidade, ou não. Bibliocêntrica, ou não. Própria para ser usada no culto ao Senhor, ou não. Edificante, ou não. É música. Nós não oferecemos música ao Senhor. Nós oferecemos a nossa adoração (com ou sem música) e O louvamos pelo que Ele é e por Suas maravilhosas obras. Nos alegramos no Amor Dele e na Sua misericórdia para conosco. Podemos até cantar sobre o amor que temos por Ele, mas isto não é digno de ser apresentado como louvor. Nosso amor é pequeno, furtivo, egoísta, limitado.

Se cantamos na adoração, há de ser a Verdade. E a Verdade cantada em espirito e em verdade. De coração. Sem hipocrisia, pois do contrário é o que sempre foi: música. Para o chuveiro, para a igreja. Só música.

O Senhor não precisa de nossa audiência a um programa de TV para ser glorificado. As nossas boas obras, para quais fomos chamados e para com as quais o nome do Senhor será Glorificado pelo mundo são outras. O mundo não glorificará o Senhor porque irá ouvir “nosso” estilo de música neste dia 18 de dezembro. Assim como não se glorificou a Deus porque fizemos uma marcha contra a lei A, protestamos contra o livro B, condenamos o comportamento C. 

 
O mundo não será transformado se for informado acerca dos nossos valores, preferências, gostos, restrições e costumes. Isto tudo, como disse o Mark Hall, da banda Casting Crowns (tá vendo, tem gente boa!), em vídeo recentemente publicado neste site, o mundo está careca de saber. O que o mundo desconhece é O Amor de Deus e a nossa verdadeira missão neste mundo, o nosso papel de imitadores de Cristo. Pelo primeiro, e por Sua bondade em nos usar, o mundo será transformado e o nome do Senhor será glorificado. 

Quando começarmos a pregar o Evangelho e a construir um mundo mais justo. Ai Deus nos usará. A tela de TV é só mais um grande saleiro. O mundo nos espera. 




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