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sábado, 22 de setembro de 2012

Silas Malafaia é o novo Bozó X O quê glorifica a Deus?


Silas Malafaia é o novo Bozó X O quê glorifica a Deus?

Danilo Fernandes

Vocês se lembram daquele personagem do Chico Anysio que vivia a ostentar um crachá da TV GLOBO para ser respeitado pelas pessoas, ou se aproveitar destas? Era o famoso “Você sabe com quem está falando? Eu trabalho na Globo”. Bozó, um perfeito Zé Ruela, mas GLOBAL.

Pois Malafaia resolveu assumir o papel do personagem. É incrível a capacidade deste cidadão de querer se aproveitar de qualquer brecha para levar alguma vantagem ou conseguir alguma exposição. Para tal, Malafaia não poupa estupidez ou heresia. Este é o caso de sua mais recente polêmica envolvendo o fracasso de público da gravação do Festival Promessas, correndo o risco de o mesmo destino na sua exibição, neste domingo dia 18/12/2011. 

Entre os evangélicos, as opiniões acerca do mesmo estão divididas, ainda mais após o primeiro fracasso. Não vou nem entrar muito neste mérito, já disse o que tinha de dizer sobre este projeto, seja como cristão, apologista e até mesmo como profissional de marketing (neste texto aqui). E, diga-se, nem sequer fui muito efusivo em relação à escolha dos nomes, slogans e tudo o mais o que permeou a claudicante estratégia de “marketing espiritual” atrelada ao evento, o que trucidou qualquer hipótese de alguém, com a mínimo verniz teológico ou bom senso, vir a não se sentir profundamente incomodado com tudo aquilo.



Vamos ser claros: Não tenho nada, nada mesmo, contra a música gospel, os seus cantores, shows e tudo o mais. Ao contrário, sou eclético e até gosto de uns poucos artistas que se enquadram (ou são enquadrados) neste estilo musical. De outros, detesto de dar coceira. Mas sou observador atento do segmento, por dever de profissão. Seja como for, o gosto pessoal é privado. Respeite-se (ainda que com lamento) o gosto alheio. 

Nossa luta não é contra gostos musicais, mas contra potestades eclesiásticas e suas falsas doutrinas... Risos. 

Minha birra é contra é o uso do espiritual no marketing dos produtos e das canções com mensagens descoladas do Evangelho, quando não antagônicas. De resto, observo as coisas como elas são: conteúdo musical à venda. Uns bons, uns ótimos, outros péssimos. Gostar de música gospel, cristã, cristã de raizcristã de caule, etc. não torna ninguém mais crente e desgostar também não. Adoração é outra coisa. 

Voltado ao "Promessas", a Globo falhou ao não buscar interagir com a liderança da igreja na busca de subsídios e apoio ao seu evento. Este é um erro que faz parte do DNA da emissora e é da herança genética do seu fundador, Dr. Roberto Marinho. A TV Globo sofre de uma empáfia que sempre a faz ignorar as instituições da sociedade organizada e partir direto para influenciar o público final. É um resquício da ditadura e do tempo em que a Globo reinava na audiência da massa. Contudo, volta e meia a Globo quebra a sua cara platinada, como foi quando ignorou o eleitorado fluminense na eleição de Brizola, o povo nas Diretas Já, as associações de moradores das comunidades cariocas em inúmeras de suas iniciativas na cidade do Rio de Janeiro, os professores e bombeiros em algumas de suas greves justas, o gosto peculiar do telespectador paulistano (por décadas), o eleitorado de Lula, quando editou de forma criminosa o resumo do debate eleitoral 4que elegeu Collor e por ai vai. 

Silas Malafaia viu uma oportunidade: Apoiar o evento Global e dar mostra de seu poder de fogo para a TV Globo.


É um tipo de dança de acasalamento, destas que fazem os pássaros e peixes. No caso, a ave emplumada é a Globo e Malafaia rebola seu corpicho e sacode suas pulseiras e relógios dourados para agradar o macho alfaMalafaia está atrás de uma cobertura, jornalística. Bem-dito, heim? Risos!

Eu disse que Malafaia viu uma oportunidade, mas não foi visto como tal nem será! A TV Globo sofre de soberba, não de burrice. Colar a sua imagem ao Malafaia, duvido que a emissora o faça. No dia que isto acontecer, além da venda de briba de 900 contos de Cerullo e Malacraia, também veremos, nas madrugadas da Globo: a Polishop, a terceirona do brasileirão, o campeonato gaúcho de bocha e as reprises de Perdidos no Espaço e Nacional Kid.

Isto qualquer um vê, menos o camarada Silas, tamanha a sua vontade de ser “Global”. Malafaia não carece apenas de um verniz acetinado e um banho de loja, como foi o caso de Ana Maria Braga, quando deixou de ser sacoleira na TV Record para virar Global, com papagaio e tudo! Para Malafaia, só uma lobotomia seguida de implante de bom senso. O máximo que Malafaia emplaca são umas entrevistas na Globo News (de tarde), uma matéria noticiosa em uma Marcha para Genésio da vida", ou um “esta é sua história” lá no Faustão. Isto pode até ser: “De menino pobre do subúrbio da Penha a cafetão do “altíssimo”. Isto com take de seus olhos marejados e fade para a imagem de seu jato de 12 milhões de dólares decolando ao som da melodia de "Meu Milagre vai chegar". Oh grória meu deuzi!

Mas o que Malafaia disse no twitter?



E, logo na sequência, tomou pancada da galera que não aprovou a sua posição de tiete da Globo, e alegou que este é um evento oportunista é comercial. Ao que, de pronto, Malafaia respondeu no microblog:

“Por algum acaso as editoras, e gravadoras evangélicas não tem interesse comercial? Oramos muito por este momento, e os críticos de plantão falando asneira! Isso é dor de cotovelo! Deus estará sendo louvado em rede nacional!”. 

Gerundismo ungido à parte, o evento é comercial, não tenha dúvidas! E dai? Nada! Evento com patrocinador é sempre comercial. Malafaia está certíssimo. Aliás, como evento comercial, eu mesmo dou o maior apoio... Para outro, claro, um bem conduzido, sem apelações espirituais, talvez até com a oportunidade de proclamação, uma seleção melhor de artistas e, olha que legal: com renda destinada aos necessitados... Enfim, muito mais.... Não esta joça ûber brega

Já as editoras evangélicas, na maioria dos casos, são um negócio comercial, como qualquer outro. Algumas,  muito responsáveis e atentas à qualidade teológica do que publicam fazem a diferença em nossas vidas, outras nem tanto. Ao contrário, provocam estragos.

Mas não poderia ser diferente, é assim mesmo que a banda toca. E é bom que haja lucro para as que publicam coisas boas, pois haverá recursos para investir em boas obras, bons profissionais, tecnologia e tudo o mais que contribua para a qualidade do conteúdo à nossa disposição. 

Contudo, vamos com calma. Fuçinho de porco não é tomada:

- Vender conteúdo cristão de qualidade é uma louvável e santa iniciativa.
- Vender heresias enganadoras, como a confissão positiva é coisa terrível.
- Há muitas editoras que são ministérios, sem fim lucrativos, e também dão sustento a missionários e seminaristas. Outras, objetivam lucro, mas também estão financiando bons projetos e investindo em gente e conteúdo de qualidade e são benção para todos.
- Vender autoajuda, com rótulo de autoajuda é comercio, dá emprego. Maravilha. Compra quem quer, vende quem tem competência. 
- Vender autoajuda, como rótulo espiritual e dizer que é evangelho é falso profetismo. Paulada na moleira. 

- Vender música cristã de qualidade e bibliocentrica é santa iniciativa.
- Vender música gospel de todos os estilos, segundo as tendências e o gosto dos grupos de crentes, e de não crentes, é uma atividade comercial legítima e dá emprego a milhares de músicos cristãos, técnicos, artistas gráficos, etc.
- Vender música gospel cantada por gurus espirituais que se apresentam como pregadores do Evangelho e pregam algo totalmente distinto é lamentável e um grande risco, tanto mais se a gravadora tiver uma reputação a perder e uma imagem a preservar. Não vale a pena colar uma boa imagem institucional a um guru de quarta categoria. Ainda mais quando estes começam a “ministrar” suas doutrinas novaeristas e a praticar rituais estranhos em seus shows. 

Bons profissionais do ramo fonográfico passam ao largo destas tentativas de "divinizar" e espiritualizar produtos musicais. Vamos entender uma coisa: Música é música e cada um gosta do que gosta. Adoração e proclamação são outra coisa. Ministério é uma coisa, carreira musical é outra. Carreira musical é coisa para ser administrada por consultores especializados, gravadoras, etc. Ministério é chamado. Não é meio de vida. E levita... Bom, levita é personagem de ficção evangélica. 

O senhor Malafaia tem todo o direito de apoiar, ou boicotar qualquer evento evangélico.  Cada um decida conforme o Espirito Santo apontar-lhe a conveniência. O que não dá para engolir é se gloriar no fato de que Deus será exaltado em rede nacional. Que mamóm se alegre com isto, pois trocaria a TV Band pela TV Globo e é lucro, mas Deus não depende de rede alguma, nacional, continental ou global para ser qualquer coisa. Deus é!

Deus não é exaltado nestes sonhos de cinderela dos telepastores. Mas Malafaia continua:

“Vamos deixar de ser trouxa! A Bíblia diz que onde pisarmos o lugar será nosso. Vamos assistir o programa. Vamos tomar conta desta “potroca”. Glória a Deus! 

E depois emendou em seu site “A Verdade Gospel” (no caso a dele, risos):

“Será uma hora de louvor e adoração, uma oportunidade escancarada para falar de Cristo. Mas eu queria entender algumas pessoas do meio evangélico que criticam ferozmente o evento da Globo por acharem que há interesses comerciais. Acho que quem pensa assim está precisando ler mais a Bíblia, que enfatiza que importa que o Evangelho seja pregado, seja por escândalo, seja por briga. E quem falou isso foi o apóstolo Paulo, não eu”.

Malafaia já não é mais o mesmo. Sua exejegue está ladeira abaixo. Coisa de botequim mesmo. Deve ser a idade ou o mito do bigode. Mas antes de seguir, pausa para dar uns pulinhos, tomando posse, numa foto de um belo iate recheado com uma varoa de primeiro time... Pronto! Já posso seguir e analisar esta bobajada toda, mas vamos por pontos:

1) Declarações vazias, clichês triunfalistas. Proclamação de uma vitória pela conquista de espaço, pela exibição de poder.

Malafaia acorda! A vitória de Cristo é derrota para o mundo. Não é exibição de audiência! O triunfo de Jesus foi a Cruz! E ele ali ficou só, sem a sua audiência, que se birulitou, como diria o Mussum. Nosso triunfo é poder estar de joelhos aos pés da Cruz. Nossa vitória se deu pela misericórdia Dele em nos resgatar. Fomos salvos para ser a luz do mundo para a Glória do nosso Deus e não para conquistar a programação da TV Globo. Poder por poder, a igreja tem e teve “seus altos lugares corrompidos”, como o Vaticano e todo o seu fausto e nem estes principados glorificam a Deus em nada! Tanto mais este programinha mequetrefe, de meio de tarde, numa emissora tupiniquim! Plim, plim!



Todas estas coisas são permitidas por Deus, servem eventualmente ao Reino, outras vezes O desservem. Ora escandalizam, nos frutos de homens ruins. Outros momentos são usadas para grandes proezas em Deus sustentando o esforço amoroso de uns poucos. Mas, por fim, são todas coisas sob o controle de Deus e independem de audiência. Deus Se basta. Todos os dias o sol nasce e se deita em espetáculos maravilhosos, que acontecem independentemente de haver, ou não uma alma para contemplar a sua beleza e, se há quem veja tais maravilhas e não outras zilhões ocorrendo a cada bilisegundo em todo o universo. Que descansem no infinito Amor do Pai os privilegiados convidados a cada um destes espetáculos. Agradecemos somente Àquele que nos permite participar de tais coisas!


Nós somos meros convidados no Show do Senhor e nos regozijamos Dele e o Senhor ainda nos trata como filhos. Mas o show é para a Glória e gozo Dele, não nossos e, em nada,  Ele depende de nós. Se Deus nos permite assistir ou participar de Sua Obra (sermos usados) é também para a Glória Dele e a nossa gratidão eterna.

Quer assistir ao show gospel da TV Globo, assista. Tem gente boa ali também. Divirta-se, ou não. Vá a praia. Mas tira Cristo desta jogada, pois o triunfo do cristão não é conquistar o mundo com o seu gosto musical, mas levar a mensagem de salvação, o amor pelo próximo, os valores do alto, etc. E, de preferência, calado.

2) Quanto ao Evangelho ser pregado, “seja por escândalo, seja por briga”.

Paulo nunca preconizou uma guerra ao estilo cruzada, um tipo de arrastão de Gizuz ou qualquer forma de imposição brutal das Boas Novas ao mundo . Meu Deus quanta tolice! 

O Evangelho não desce goela abaixo. Nã invade lares pela tela da TV e penetra nas pessoas, segundo a nossa vontade, ou apenas porque estamos assistindo ao programa em posição de sentido gospel, com a mão no coração! Nossa obrigação é pregar (para o) e amar o próximo, deixando o Espirito de Deus fazer a Sua Obra. Música gospel não evangeliza ninguém. Quem consome música gospel e gosta desta já é crente, (ou levita, risos).

O escândalo para o mundo é o testemunho de vida do cristão que enxerga a Cruz e escandaliza os que não conseguem entender a lógica dos dons de Espirito na vida do crente, mesmo diante das lutas do mundo. Aquela lógica que nos faz sair do conforto de nossas casas para pregar o evangelho aos aflitos nos confins da terra, acolher os que necessitam, amar os quem ninguém ama, desatar laços carnais em prol dos objetivos do Reino, glorificar e agradecer a Deus na desgraça. Sim! Na desgraça, principalmente. 

Citando Paulo, corretamente e apropriadamente:

Para que aproveis as coisas excelentes, para que sejais sinceros, e sem escândalo algum até ao dia de Cristo; Cheios dos frutos de justiça, que são por Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus. E quero, irmãos, que saibais que as coisas que me aconteceram contribuíram para maior proveito do evangelho; De maneira que as minhas prisões em Cristo foram manifestas por toda a guarda pretoriana, e por todos os demais lugares; E muitos dos irmãos no Senhor, tomando ânimo com as minhas prisões, ousam falar a palavra mais confiadamente, sem temor. Verdade é que também alguns pregam a Cristo por inveja e porfia, mas outros de boa vontade; Uns, na verdade, anunciam a Cristo por contenção, não puramente, julgando acrescentar aflição às minhas prisões. Mas outros, por amor, sabendo que fui posto para defesa do evangelho. Mas que importa? Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento ou em verdade, nisto me regozijo, e me regozijarei ainda. Filipenses 1:10-18 


Por acaso aqui há quem entenda que Paulo está a exortar a outros que preguem o Evangelho com fingimento? Claro que não! Fora do contexto o significado é um. Mas quando lemos o capítulo todo, verificamos que o São Paulo está falando das consequências de sua prisão na motivação dos seus discípulos a proclamar o Evangelho: 

Alguns, pregam com cautela e contenção por temer eventuais retaliações contra a vida de Paulo, outros o fazem por medo e na defesa de sua própria segurança; outros, ainda, pregam com coragem e ousadia, pois sabem que a morte para São Paulo é lucro e a prisão dele é parte dos planos de Deus. Já outros, pregam porque ambicionam a posição de poder disponível com a sua ausência forçada. São ardilosos. E havia ainda os religiosos judeus,   que acusavam Paulo de pregar a morte e ressureição de Cristo, Sua divindade em desafio à autoridade do deus César. Fingidos e malévolos, estes desejavam apressar a sua a morte pela justiça romana, mas ao acusarem São Paulo contribuíam para proclamação da verdade entre a elite do poder mundial. 

Ao  testemunharem contra Paulo nos tribunais de Roma, os religiosos afirmavam a sua "blasfêmia": - Este Paulo diz que Jesus morreu e  ressuscitou que Ele é  o Salvador. E repetiam esta acusação diante dos romanos que tinham no imperador o "seu" Deus. Ou seja, Jesus era proclamado, ainda que na porfia, na discussão, visando o mal (de Paulo). No fim das contas, a prisão e o sofrimento de Paulo servem ao propósito de Cristo e o apóstolo se alegra muito nisto.

Ou seja, meus irmãos: Não é qualquer “evangelho” pregado que glorifica a Deus.

Se o Evangelho for O Verdadeiro, até pouco importa a motivação de quem O prega, pois a carne é a roupa que nos veste e os homens sempre serão irão nos decepcionar. Mas a Mensagem, esta sim, não pode ser outra que não a que foi anunciada por Cristo e os apóstolos e nos chegou para ser proclamada e defendida. Se não for assim, que seja anátema. 


Um programa musical, seja qual for, e com o artista e a música que for, é música e só. De boa qualidade, ou não. Bibliocêntrica, ou não. Própria para ser usada no culto ao Senhor, ou não. Edificante, ou não. É música. Nós não oferecemos música ao Senhor. Nós oferecemos a nossa adoração (com ou sem música) e O louvamos pelo que Ele é e por Suas maravilhosas obras. Nos alegramos no Amor Dele e na Sua misericórdia para conosco. Podemos até cantar sobre o amor que temos por Ele, mas isto não é digno de ser apresentado como louvor. Nosso amor é pequeno, furtivo, egoísta, limitado.

Se cantamos na adoração, há de ser a Verdade. E a Verdade cantada em espirito e em verdade. De coração. Sem hipocrisia, pois do contrário é o que sempre foi: música. Para o chuveiro, para a igreja. Só música.

O Senhor não precisa de nossa audiência a um programa de TV para ser glorificado. As nossas boas obras, para quais fomos chamados e para com as quais o nome do Senhor será Glorificado pelo mundo são outras. O mundo não glorificará o Senhor porque irá ouvir “nosso” estilo de música neste dia 18 de dezembro. Assim como não se glorificou a Deus porque fizemos uma marcha contra a lei A, protestamos contra o livro B, condenamos o comportamento C. 

 
O mundo não será transformado se for informado acerca dos nossos valores, preferências, gostos, restrições e costumes. Isto tudo, como disse o Mark Hall, da banda Casting Crowns (tá vendo, tem gente boa!), em vídeo recentemente publicado neste site, o mundo está careca de saber. O que o mundo desconhece é O Amor de Deus e a nossa verdadeira missão neste mundo, o nosso papel de imitadores de Cristo. Pelo primeiro, e por Sua bondade em nos usar, o mundo será transformado e o nome do Senhor será glorificado. 

Quando começarmos a pregar o Evangelho e a construir um mundo mais justo. Ai Deus nos usará. A tela de TV é só mais um grande saleiro. O mundo nos espera. 




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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Neopentecostais transformam a religião evangélica em um grande Mc Donald's da fé


Neopentecostais transformam a religião evangélica em um grande Mc Donald's da fé

O sociólogo Eduardo Guilherme de Moura Paegle afirmou que as igrejas neopentecostais brasileiras se organizaram nos moldes de uma empresa de fast-food, em um processo que ele chama de “McDonaldização” da fé cristã.

Quem entrar em um templo da Igreja Universal, por exemplo, disse, encontrará a mesma estrutura administrativa e os mesmos cultos, com pouquíssimas variações, quer onde esteja, em São Paulo, Lisboa ou alguma capital africana.

“É como pedir um lanche Big Mac”, afirmou Paegle, que é doutorando pela Universidade Federal de Santa Catarina. “Vale tudo, até pregação pelo celular.”

Ele observou que, assim como os restaurantes de comida rápida, os templos da Universal oferecem várias celebrações durante o dia para pegar quem não tem horário disponível nos horários tradicionais de culto. “Se o fiel dispõe de pouco tempo, é possível dar ao menos uma passadinha no Drive-Thru da Oração.”

Paegle foi um dos estudiosos que a CartaCapital ouviu para compor a reportagem publicada nesta semana sobre a “avalanche evangélica” anunciada recentemente pelo IBGE.

A revista dá destaque para a possibilidade de os evangélicos passarem a representar um terço da população em dez anos. Ainda assim dificilmente a maioria da população se tornará evangélica em algum momento, na avaliação do sociólogo inglês Paul Freston, estudioso sobre o Brasil e professor da Universidade de Wilfrid Laurier, no Canadá.

Freston argumentou que o avanço evangélico vai até certo ponto porque o declínio da Igreja Católica tem um limite. “Há um núcleo sólido que não vai desaparecer.”

Além disso, segundo o professor, a cada duas pessoas que se afastam do catolicismo apenas uma adere a uma religião evangélica. Na avaliação dele, o máximo que os evangélicos podem conseguir são 35% da população.

E mesmo que os evangélicos cheguem a tanto, isso não implicará profundas mudanças na sociedade brasileira, diferentemente, portanto, do que alguns preveem e outros temem. Porque “quanto mais uma religião cresce, mais ela fica parecida com a sociedade na qual está inserida”.

De acordo com as observações do sociólogo Gedeon Alencar, autor do livro "Protestantismo Tupiniquim", já está havendo uma rápida transformação nas igrejas evangélicas.

“Quando eu era criança, os fiéis tinham de vestir roupa sóbria, não podiam usar cosméticos ou qualquer coisa que denotasse vaidade”, disse. “A TV era vista com desconfiança, os jovens não podiam praticar esportes.”

E tudo isso mudou ou está mudando, segundo Alencar. As roupas dos fiéis já não são tão sombrias e os cosméticos foram liberados. “Hoje há os ‘atletas de Cristo’, casas noturnas para evangélicos, bloco de carnaval.”

“Os evangélicos estão cada vez mais parecidos com os brasileiros”, afirmou. E as igrejas — ele poderia acrescentar — se assemelham cada vez mais com as lojas do McDonald’s.



Em Paulo Lopes

Se me permitem o pitaco, não creio que o vaticínio de Freston se aplique mais e os números reforçam isto. A aspecto cultural do fenômeno evangélico no Brasil alterou o cenário totalmente. Concordo com o Gedeon, é o protestantismo tupiniquim.
Acredito no “empate”, um encontro das populações evangélica e católica em 2033. A questão é : Qual será cara desta religião? A doutrina está líquida.




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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Nova estratégia para a hora da oferta!



Na primeira parte do vídeo as imagens do momento de louvor e oferta em uma igreja pentecostal na Africa (vídeo bombou no YOU TUBE no ano passado). 

Na segunda metade, as imagens de uma comunidade brasileira que aderiu à brincadeira rebolante na hora da oferta. Ninguem diga que eles não ofertaram com alegria, risos!








O que vocês acham disto?



Dica do Lucas Ramos 
Do canal do Projeto Vida


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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Os "Estevam Hernandes" da vida são culpa nossa!


Os "Estevam Hernandes" da vida são culpa nossa!

Danilo Fernandes



 Os "Estevam Hernandes" da vida só existem por conta da nossa negligência. Somos seduzidos a não ser diligentes no controle da gestão de dízimos e ofertas e assumimos uma posição que nos é cômoda, mas muito confortável para os meliantes.

Ofertamos para a Obra, sem assumir qualquer responsabilidade sobre o destino dos recursos arrecadados. Transferimos a responsabilidade "espiritual" para o gestor escolhido "se ele errar se entenderá com Deus, eu fiz a minha parte e dei" e nem ao menos oramos pela boa gestão dos recursos.

Errado! Já estamos, por praticidade e liberalidade unilateral, transferindo para os líderes algumas responsabilidades que Cristo nos deu pessoalmente e não coletivamente. Obviamente, há boas razões para nos organizarmos assim  para melhor apoiar a missão da igreja. Contudo, ao fazer isto, não estamos livres da responsabilidade de apoiar espiritual e financeiramente a obra e, nem tão pouco negligenciar o controle sobre os preciosos recursos destinados a esta.

No Brasil, até por uma questão de tradição, dinheiro público é assunto carregado de negligencia, apadrinhamento, malversação, etc. Parece incrível, mas como resultado do desconforto coletivo que varia do "dinheiro de ninguém" ao "eu também quero uma boquinha", muitos assumem a posição de alienação real, ou ao menos para fins práticos.

Dinheiro de igreja é questão igualmente permeada de males crônicos parecidos, somando-se a estes o temor de que o zelo pelo que é para ser gerido segundo as prioridades de Deus venha a ser motivo de desconforto duplamente qualificado para com a liderança da igreja (dinheiro + espiritual). E, para piorar, não faltam no arsenal dos pastores que não gostam de prestar contas dos gastos da igreja versículos "ungidíssimos" dirigidos ás ovelhas rebeldes e intrometidas com complexo de auditor.

Exemplo recorrente

Há pouco mais de um mês noticiamos que Estevam  Hernandes estava vendendo pulseiras que custam R$ 140,00 no varejo por R$ 1.000,00 afim de arrecadar dois milhões de reais para fazer a manutenção da antena da TV Gospel, localizada na rua Consolação, em São Paulo.

Nem um mês depois do início da campanha, que também anda envolvendo uma pressão de torniquete para que seus filhinhos baixem o seu novo lançamento musical no itunes demos a notícia – com exclusividade – que o apostolo ingressara no aeroclube apostólico gospel, sendo o mais novo proprietário de um jatinho de seis milhões.


Ora vejam, meus amigos se não é uma beleza isto: 

- Cai o templo da Renascer, morrem várias pessoas, fica tudo por isto mesmo e o Hernandes vende milhares de chaveirinhos e chapéus em uma campanha de “Nemias” para a reconstrução do templo. Não acontece niente e o camarada aparece meses depois com novas BMWs, passeando de iate e no dolce far niente.

Agora é preciso fazer a manutenção da antena da TV Gospel... Mas não falta grana para avião e para as motos DUCATTI.


No bolso do trabalhador 

Se uma denominação deve ou não ter uma TV aberta,  é  boa discussão.  E se é o caso de teré também o caso de saber se a TV foi comprada com dinheiro de doações carimbadas para este fim, no nome de um fundação de gestão normatizada, transparente e estruturada de forma a garantir que este patrimônio seja sempre usado para os interesses do Reino e não da família "dona da igreja".

Ou teria a mesma sido comprada com o dinheiro de dízimos e ofertas? Isto é cabível?

Mas vamos seguir.

Lá está a TV comprada e funcionando. Uma TV cristã. Você consegue imaginar que direitos legais dos funcionários ali trabalhando não estejam sendo cumpridos à risca?


Pois veja você, meu irmão (ã) o que acontece na TV da Renascer... Segundo o site Renascer Prime os funcionários desta emissora criada para proclamar o evangelho não estão tendo o seu FGTS devidamente depositado. 

Veja o que disse à  reportagem do Renascer Prime a esposa de um dos funcionários lesados: "A nossa tristeza é ver que eles compram avião, trocam piso e não pensam que os funcionários são pais de família. O nosso caso não é excessão, existem funcionários que não recebem o salário do mês. Temos três filhos e estamos em uma situação muito difícil". (sic)
Segundo informações de funcionários, o FGTS é pago esporadicamente pela emissora: "eles depositam (o FGTS) só as vezes" disse. O mesmo site também informa que  o departamento financeiro da Rede Gospel liberou cerca de R$120 mil para troca dos cenários dos programas "De bem com a Vida" e "Renascer em Revista" apresentados pela família Hernandes, além da compra de televisores LCD. O dinheiro gasto vem das doações de membros da Igreja Renascer que a pedido do apóstolo Estevam estão "comprando" uma pulseira idêntica a usada pelo líder no valor de R$1.000,00. A intenção do apóstolo, segundo a Folha de São Paulo, é arrecadar R$2 milhões para manutenção da torre e reforma elétrica e troca de cenários.


Em 2007, lembra o site,  a Justiça bloqueou a torre de TV depois que o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) fez um pedido ao Ministério Público dizendo que o dinheiro usado na compra da torre e também do prédio foi desviado das ofertas da igreja. O prédio estaria em nome da FH Comunicações, de propriedade de Sônia Hernandes, a bispa Sônia, e do filho dela, Felipe Hernandes. 



Você é responsável por este tipo de descalabro

Diante de mais um fato envolvendo desvio de dízimos e ofertas de fiéis, me cabe deixar algumas perguntas para a sua reflexão.  Quando você dá seus dízimos a uma denominação que tem um dono, outro que não Jesus– tipo assim: o avô foi o bispo fundador, o bispo primaz atual é o seu filho e o herdeiro eleito é o neto - ou seja, uma capitania hereditária eclesiástica, você procura tomar as seguintes precauções:

- Verifica o DNA do bispo para saber se ele é da tribo de Levi e, portanto, depositário fiel do dízimo junto com o seu clã presente e futuro?

- Procura saber qual é o salário da "família imperial eclesiastica"?

- Verifica se os bens da denominação (terrenos, templos, estações de TV, estações de rádio, etc.) estão no nome da denominação ou da família ou de empresas da "família"?

- Se os bens estão no nome da denominação, já procurou saber qual é o modelo de gestão, o formato da entidade criada e outras questões importantes que garantam que tais bens não serão malversados ou manipulados em favor da "família real"?

- Há transparência nas contas da denominação?

Dinastia religiosa gera monstros com o dinheiro do dízimo.

Queremos o FICHA-LIMPA religioso

Lembre sempre que nas denominações tradicionais estas questões estão, em geral, bem resolvidas e os seus dízimos e ofertas são geridos com temor, muito também em função da estrutura que foi aperfeiçoada nos diversos modelos que se conhece. Da mesma forma, a existência de instâncias de poder superiores à igreja local servem no controle dos descalabros (ou pelo menos deveriam...). Contudo, nas denominações de “dono” o samba-lê-lê corre solto e; entre o desmando total que se vê aqui na Renascer e pequenas e grandes sujeiras jogadas para debaixo do tapete em outras organizações religiosas tabajara, não faltam exemplos de denominações aparentemente idôneas escondendo uma construção de patrimônio de líderes feita às custas de dízimos de fieis e vários escândalos de gestão, veja o exemplo recente da Igreja Maranata. 


Você é responsável pelo sustento da Obra, mas também pelo zelo com que se gere os recursos.


A sua congregação precisa de suas ofertas para fazer a obra de Deus e você, como nova criatura do Reino de Deus tem a oportunidade de, generosamente, segundo o seu coração, e possibilidade, prover o sustento da sua comunidade, afinal, você é um membro da mesma. 

Somos todos responsáveis pelo IDE e, como homens transformados, temos a alegria de colaborar para o Reino de Deus. Contudo, é também sua responsabilidade ficar atento aos recursos confiados e participar da elaboração das linhas gerais de destinação dos mesmos.

Não se trata de colocar o dinheiro em um envelope e ir à frente depositar o recurso no altar, na fogueira, ou sabe lá em que buraco santo te apontem... Não! O tempo do templo e dos sacrifícios já passou. No Caminho da Graça, a gestão dos recursos segue a lógica e a prioridade do próprio Caminho -do Criador do Caminho, dos caminhantes e das necessidades dos que estão à beira do Caminho, pois o Caminho é, por definição, misericordioso.

Você é parte da comunidade e co-responsável por tudo o que dali decorre. Se há organismos, comités, regras de gestão, etc. Procure conhecê-los e destes participar, ou se informar. Se não há nada, se não um baú gerido por uma família de líderes, um pastor e dois gatos pingados que decidem tudo e não oferecem transparência, saia correndo de lá! Deus não está nesta jodada não! Saiba que uma das formas que Deus usa para direcionar os recursos segundo a Sua vontade é através da voz dos irmãos da comunidade. Sim, camarada, juntos, alicerçados  na Palavra, podemos ser profetas econômicos de Deus. (Leia ATOS!)

Faça isto! E o faça com as prioridades de Cristo, que colocou as pessoas em primeiro lugar na missão. A garantia do sustento generoso e aprimoramento dos líderes; o apoio às missões, as ações sociais e a cultura cristã que subverte a cultura mundana; a viabilidade dos serviços da comunidade, o ensino, a formação da juventude, o amparo aos idosos, o auxílio prioritário aos irmãos de casa em dificuldades, as viúvas, etc... Tudo isto é importante. Mas olhe ao seu redor! Olhe para este mundo perverso e lembre-se que VOCÊ foi remido, separado e santificado para ser a luz do mundo! Para fazer a diferença, carregar a chama subversiva do AMOR. Quem precisa do seu amor e da sua caridade?

Tudo faz parte da integralidade da nossa existência cristã e, se esta não for missional, esta simplesmente não é. 

Não é sua responsabilidade dar vida de nababo a líder, comprar veículos de comunicação de massa, aviões e nem tão pouco erigir um império patrimonial que será gerido sabe-se lá em que bases.

Seus recursos devem servir ao Reino e o Reino não está mais nos templos, mas na sinalização do Reino de Deus aqui e agora. Na voz dos profetas, na seara dos discipuladores,   na coragem dos missionários, dos resgatadores de vidas, no acolhimento dos aflitos, nos fomentadores de dignidade, na vocaçao dos professores, na audácia dos verdadeiros pregadores do Evangelho do Reino.

Parem de contribuir para as obras de clubes sociais domingueiros! Se a sua retórica é a de dar dinheiro para Obra de Deus, faça-o em verdade! E pare de achar que Obra é mais um show impactante em sua igreja ou o novo estofamento das cadeiras do templo - isto é "obrinha", conforto e diversão, mais ou menos relevante e necessário. Com que cara de pau gospel irás apresentar estas realizações  ao Seu Pai:

 - Pai, em seu nome dizimei para a nossa igreja possuir uma TV que transmite 'A Fazenda'   E fizemos um templo igual ao de Salomão...  


e bem poderia dizer Deus...


- Homem mau! Não foi este mesmo que Eu derrubei! E ainda colocas este fausto na TV para que Meu povo sofrendo nos mucambos se escandalize em Meu Nome!


Olhe para a verdadeira OBRA. Aquela pela qual Cristo morreu. Será que após suprir as necessidades básicas da existência e propósito da sua congregação tem sobrado recursos para a VERDADEIRA OBRA? Ou pior, quando sobra, este vai para os shows, as cruzadas de egos, os programas de TV, a casa de marajá do bispo, as pedras de Israel no chão do templo, as micaretas gospel, etc.?

Que catzo de cristianismo é este?




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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Malafaia só desafia pela tv – no cara-a-cara, abaixa a cabeça


Malafaia só desafia pela tv – no cara-a-cara, abaixa a cabeça



Vera Siqueira


Estivemos com os irmãos do Rio de Janeiro na Marcha para Jesus, no dia 19/05. Sobre a Marcha, escreverei amanhã ou nos próximos dias (aguardo a edição do vídeo). Mas não poderia deixar de escrever sobre o “desafio” que o Malafaia, “dono” da Marcha para “Jesus” do Rio, fez no seu programa do dia 19.
Você não viu? Nem eu, pois estava chegando ao Rio. Mas abaixo está o desafio que o Malafaia fez aos blogueiros cristãos, conforme soube depois:

No vídeo, o Malafaia está bem “corajoso”, “confiante”, “cheio de si” (desculpem-me o excesso de aspas, mas são necessárias). No vídeo, cercado apenas por seus empregados (cameramen, produtores, assistentes), o Malafaia demonstra até uma certa prepotência e arrogância, parecendo não temer os “bandidos”, como ele se refere a quem o critica. Mas ele, ao contrário, pode criticar quem bem ele quiser, que ele continuará sendo o “paladino da verdade gospel”.
Mas enfim, por que estou escrevendo tudo isso?
Pela ironia da situação. Na tv, o Malafaia estava “todo-poderoso” contra os “bandidos blogueiros do mal”. Mas, no mesmo dia em que passou o programa, dia 19/05, o Malafaia teve a oportunidade dada por Deus para encarar cara a cara alguns blogueiros. Na esquina das Avenidas Rio Branco e Almirante Barroso estavam blogueiros do Pedras Clamam, Voltemos ao Evangelho e Uma Estrangeira no Mundo, além de outros irmãos. Antes, havia também do Esse Mundo Jaz no Maligno. Porém, sabem qual foi a reação do Malafaia, do alto do trio, mas próximo o suficiente para eu perceber que seu implante de cabelo só funciona na tv, já que no alto da cabeça ainda persistem ralos fios, naquela região onde alguns colocam o kipá?
O MALAFAIA DESVIOU OS OLHOS DA GENTE E DAS NOSSAS FAIXAS, VIROU O ROSTO PARA LÁ E PARA CÁ, ABAIXOU A CABEÇA, MAS EM MOMENTO ALGUM TEVE A CORAGEM DE OLHAR NOS NOSSOS OLHOS!!!
E olha que eu não tirei os olhos dele um minuto sequer. Após um tempo, o Malafaia “fugiu” para dentro do trio-elétrico, pois o veículo não se deslocava (acho que para não atropelar a multidão). Depois de um tempo, o veículo voltou a andar e sumiu, sendo seguido dos demais.
Como já disse, o relato da Marcha ficará para um próximo artigo. Mas me desculpem, não poderia deixar de relatar esse ato de “coragem” do Malafaia, curiosamente horas após ele desafiar, em rede nacional de tv, os blogueiros cristãos. Ora, quer desafio maior do que ele olhar nos nossos olhos, até ler nossas faixas, estando, em tese, em posição de superioridade (no alto do trio, cercado de políticos e seguranças)? Nessas horas é que vemos quem é leão e quem é “ratinho gospel”.
A Deus, toda a honra e toda a glória para sempre.




Eu já disse que topo! Vamos todos, mas no cara-a-cara!

terça-feira, 22 de maio de 2012

Ministério Público Federal mete o pau e baixa o porrete em Silas Malafaia


Ministério Público Federal mete o pau e baixa o porrete em Silas Malafaia

Explico o título da matéria: 

Na ação detalhada abaixo, o MPF acusa Silas Malafaia de incitar a violência contra gays. Em programa exibido no ano passado, durante uma parada GLBTWYUSJHGSs (faltou alguem?) o Malafa se irritou com uns camaradas que esculachavam com símbolos religiosos durante a manifestação. Dai que, dando vazão ao seu conhecido temperamento destrambelhado (o que o faz o mais ridículo dos candidatos a líder cristão...), o centradoMalafaia vociferou:

- Tem é que baixar o porrete nestes vagabundos (ou similar)! Meter o pau mesmo! 

Pois bem, dando sequencia ao que já está virando rotina, Silas Malafaia, cinco vidros de Rivotril mais calminho, por meio de seus advogados (os melhores do Rio de Janeiro!) informou que, no caso em questão, o que ELE, MALAFAIA, quis dizer com alguém deveria “entrar de pau” e “meter o porrete” nestes vagabundosde forma alguma, se propunha a ser um incitamento à violência física contra estes nobres ativistas, tratava-se tão somente de uma respeitosa exortação aos que se sentissem ofendidos pelo comportamento dos citados manifestantes homoafetivos, que os processassem judicialmente, ou lavrassem algum tipo de protesto formal civilizado, como uma carta de repúdio pública, uma carta denunciatória ao bispo da diocese, ou ainda, um minuto de silêncio durante a próxima marcha para Gizuz, por exemplo.

Meus amigos! É claro que o Malafaia quis dizer exatamente isto e nada mais. Para quem é proficiente em “malafês”, a língua adotada pelo honorável pastor, sabe que “meter o porrete” e “enfiar o cassete” são termos educadíssimos, típicos de um pastor evangélico da estirpe malafaliana e, em nada significam violência ou ato sexual.

Da mesma forma, quando alguém diz em malafês“Eu vou fornicar você, foi, em verdade, um mal entendido, onde o declarante, de fato, queria proferir: "Eu vou funicar você!" , o que ao contrário de desejar se colocar em intercurso sexual ativo homoafetivo com o interlocutor, significa, tão somente, a expressão evangélica neopentecostal referente a colocar em prática um desejo irrefreado de meter a porrada no cidadão. E que fique claríssimo, que aporrada, ai empregada não é outra que não sopapos e catiripapos generalizados, absolutamente heterosexuais, espalhados tão somente nas partes públicas do corpo do desafeto. Ou seja: briga de crente. Afinal, funicar é arrebentar, na tradução do próprio pastor.

De maneira que, se o Malafaia tivesse dito: “- Seus gays, vocês deveriam ser funicados!”,ai sim, seria o caso dos GLBTEGKJDs (faltou alguem?) se sentirem ameaçados. Afinal, além de não poderem contar com a promessa (ou ameaça, risos) de fornicação com o Malafaia, estariam sob séria ameaça de tomar uns tapões!

Outrossim, quando em “malafês” um blogueiro é chamado de filho do diabo, uma jornalista devagabunda, um manifestante na porta de um evento gospel de babaca, um contra-marchante para Gizuz de “filho da ...” e um vereador maranhense de “frouxo e bandido” estes são todos elogios disfarçados de exortação a irmãos desviados. Em nada objetivando ofender o interlocutor.

Afinal, em “malafês”, quando se quer se dirigir a um pastor contrário a teologia da prosperidade, o termo é: IDIOTA. Um vocábulo bem mais sutil do que aquele reservado aos que ofertam na casa do Senhor, sem esperar nada em troca: OTÁRIOS. Eu, como cidadão consciencioso que sou, vou enviar ao Ministério Público o meu pequeno dicionário de malafês, o qual é prefaciado por Rafinha Bastos, o mestre na arte do insulto.

Resumindo, como meter o cassete e baixar o porrete é malafês clássico para processar, a notícia por trás do título em lingua estranha é: Ministério Público processa Silas Malafaia. "Com ação vagabunda!", diria Silas Malafaia. Afinal, em malafês é um adjetivo empregado para levantar dúvidas a respeito da procedência do mérito ou da capacidade profissional do sujeito na frase. Ex: “Esta jornalista vagabunda distorce os fatos!”. O título da matéria está claro agora, rapaziada?


 A ação do Ministério Público Federal (SP)

O Ministério Público de São Paulo entrou com uma ação contra Silas Malafaia e a TV Bandeirantes, neste último dia 16 (fev/12):

Inquérito Civil número 1.34.001.006152/2011-33 – Ref: CIDADANIA. Preconceito contra homossexuais. Programa da TV Aberta. Pastor Silas Malafaia. 


A ação do MPF está “prefaciada” com a citação de João 13:34 (Um novo mandamento vos dou: que vos amei uns aos outros...); o que, confesso, me causou profunda estranheza, mas enfim:


Agora, sério!

Acesse mesmo. Leia, reflita e emita a sua opinião. Pois, eu mesmo, contra a minha vontade e junto a minha profunda repulsa ao cidadão Silas Malafaia, função da sua “teologia”, caráter, temperamento destrambelhado, comportamento anti-cristão, falso profetismo e sua recorrência no estelionato religioso, o fiz e, confesso, me senti profundamente incomodado com alguns dos fundamentos do direito usados para estabelecer a ação.

Conclamo os muitos advogados leitores do Genizah a observar o documento e emitir a sua opinião.

Malafaia afinou e mudou o discurso! Ah! Merrrmão!


Malafaia afinou e mudou o discurso! Ah! Merrrmão!


No seu programa televisivo desta manhã, Silas Malafaia disse que a campanha dos 100x foi um tremendo sucesso, e arrecadou milhões com as ofertas de seus telespectadores. Embora insista em dizer que “não liga para as críticas”, Malafaia mudou o discurso e fez um novo desafio, mas desta vez mais comedido, talvez por -isto é incrível! - ter lido as críticas que lhe foram feitas, ou esteja preocupado com o rombo que a campanha dos 100x mais pode fazer na economia brasileira.

Afinal, se todo mês ele “liberar uma palavra” de que – no prazo de um ano - os contribuintes vão ganhar 100 x mais que o dinheiro ofertado, a já combalida economia mundial entrará no mais profundo e duradouro colapso. Como se já não bastassem os bancos e os terremotos. Desta vez, Malafaia foi menos, digamos, dadivoso: “liberou a palavra” de que aquele que contribuir com o seu programa neste mês, vai ter cura das enfermidades, vitórias na Justiça, prosperidade meia-boca, assim meio genérica, etc., enfim, todas essas coisas que normalmente acontecem na vida de qualquer pessoa durante um ano. Cá entre nós, a campanha dos 100x parece ter mais apelo popular, já que todo mundo sabe que o órgão mais sensível do corpo humano é o bolso, e poucas coisas na vida despertam mais as glândulas salivares do que o dinheiro fácil. Habacuque e os cassinos que o digam...

Malafaia ainda agradeceu algumas pessoas não crentes por serem grandes ofertantes, talvez esperando promover um concurso sobre quem contribui mais, os crentes ou descrentes (1).

O fato é que ele sabe manipular como poucos a camuflada diferença que existe entre fé e vontade de crer. Ainda que este seja um tema que mereça ser mais aprofundado, ter fé – do ponto de vista cristão – é algo bem diferente da vontade de crer. A fé é espiritual, verdadeiro dom de Deus, que concede ao homem a capacidade de ver além dos limites físicos do mundo material, e enxergar a sua própria miséria. A vontade de crer é emocional, e pode ser dirigida a qualquer coisa, não necessariamente mística, como acontece, rotineiramente, no conto do bilhete premiado. No caso da “palavra liberada” por Malafaia hoje, por exemplo, de nada vai valer o juiz decidir o processo nos próximos meses, conforme ele mesmo se havia proposto, já que a parte vai entender isso como uma resposta à oferta ao pastor. Assim, fica fácil a “palavra liberada” funcionar, já que o autoengano está sempre a postos para convencer o autoenganado de que um fato corriqueiro da vida é um suposto milagre. Se nem percebem que o discurso do “imune a críticas” mudou, uai...

A experiência mostra que nem sempre é possível juntar a fé à vontade de crer, como acontece com suas primas distantes, a fome e a vontade de comer. Se bem que – pensando melhor - elas nem são tão distantes assim, já que tem muita gente na igreja querendo juntar essas duas últimas priminhas, né não?

Vi no O Contorno da Sombra, do Dr. Hélio
Postou Zé Luís no Genizah, que quanto mais se esclarece, mais confuso se sente.



(1) Danilo opina: Se são os crentes ou descrentes que ofertam mais, não sei. Mas se a trivia fosse para escolher entre burros e inteligentes, quem seriam os maiores ofertantes de Malafaia... Ai era mole!

E aproveitando o post, Hélio esqueceu de mencionar, que mais uma vez, Malafaia reclamou dos "crentes irmãos dele": "São os que mais me criticam..."

Eu quero dizer que 
tal afirmação é uma injúria descabida. Nunca soube de um crente em Mamon, irmão do Silas, portanto, vir a público criticar o mestre. Ao contrário, estão todos esperando os convites para o evento do Mike Murdock... O gróriiiia!

Valdemiro Santiago foi vaiado no centro de São Paulo no dia do trabalho


Valdemiro Santiago foi vaiado no centro de São Paulo no dia do trabalho







Mas logo ele, um boiadeiro tão dedicado? Risos.
Deve ser preconceito contra trabalhador rural, risos.


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terça-feira, 15 de maio de 2012

As raízes do neopentecostalismo brasileiro





por Johnny Bernardo



Em maio de 2010 surgia a mais nova denominação neopentecostal brasileira: a Igreja Mundial Renovada. Também conhecida como Igreja Renovada da Fé em Jesus Cristo, a IMR surgiu um mês após a saída do Bispo Roberto Damásio da Igreja Mundial do Poder de Deus. Membro da cúpula da IMPD (à época, terceiro no poder após o Bispo Josivaldo Batista), Roberto Damásio anunciou a sua saída no dia 20 de abril, sem revelar os reais motivos. No mês seguinte, a IMR estreia seu primeiro programa na NGT. Passados quase dois anos (completará no próximo mês, 29), a Igreja Mundial Renovada já possui diversas filiais pelo Brasil e chegou à África. Sua presença nos meios de comunicação continua ativa e em fase de crescimento, com participação nas tardes e madrugadas da Rede TV, além de diversos programas radiofônicos. 



O rápido crescimento da IMR e de outras denominações neopentecostais se explica em parte pela ofensiva de sua liderança e pelo espírito mercantilista que caracteriza suas atividades. O poder da comunicação e a ênfase nas campanhas de cura e libertação são características comuns do Neopentecostalismo. Quando falamos de neopentecostalismo, estamos nos referindo aos grupos cuja origem remonta aos movimentos de confissão positiva dos EUA, através de líderes como Essek William Kenyon e Kenneth Hagin. No Brasil, apesar de estabelecida a década de 70 como o período em que começa a se desenvolver o que Paul Freston chama de “terceira onda pentecostal”, o neopentecostalismo surge a partir de um conjunto de elementos característicos da “segunda onda pentecostal”, como o uso da mídia audiovisual na difusão doutrinária, o liberalismo, o combate às religiões de possessão e as campanhas de prosperidade. 



A Igreja do Evangelho Quadrangular e a Igreja Cristã de Nova Vida foram os celeiros de onde o atual movimento neopentecostal surgiu e se estruturou. Harold William e Raymond Boatrigtht, atores e missionários enviados ao Brasil pela Igreja Internacional do Evangelho Quadrangular, romperam com o tradicionalismo pentecostal brasileiro ao introduzir no país o pentecostalismo de costumes liberais. Começando por São João da Boa Vista (SP), em 1951, a IIEQ alcançou a capital do Estado em 1954, daí se espalhando por todo o país. À IIEQ se aliaram diversos lideres e membros das igrejas pentecostais e das igrejas históricas, atraídos pela mensagem de cura divina, propagadas a partir de São Paulo e tendo como ponto de apoio os programas radiofônicos. 



Do Canadá, veio o Bispo Walter Robert MacAlister, que, a convite da IIEQ, pregou no Rio de Janeiro e em outros estados do Brasil, atraindo um grande número de seguidores. Depois de passar pelas Filipinas, Taiwan, Hong Kong e Paris, MacAlister decidiu se estabelecer no Brasil, morando primeiro em São Paulo e depois no Rio de Janeiro. Era o ano de 1959 quando MacAlister, sua esposa e filhos decidem se mudar para o Brasil. Dos filhos do casal (eles tiveram dois), Walter Robert MacAlister Jr. sucederia o pai na direção da Igreja Cristã de Nova Vida, algumas décadas depois. Estabelecido no bairro do Bonsucesso, em 1964, o primeiro templo da ICNV serviu de base para a inauguração, em 1971, do templo sede em Botafogo. A existência da ICNV está associada às campanhas de cura e libertação, promovidas pelo Bispo MacAlister, primeiro na Rádio Copacabana, em 1960, e depois com o programa Coisas da Vida, na extinta TV Tupi, a partir de 1978. No começo da década de 80, MacAlister abdica da pregação televisiva ao afirmar que a “televisão cria monstros” - talvez em referência ao Bispo Edir Macedo, que, à época, dava seus primeiros passos na telinha, em um programa intitulado “O Despertar da Fé”, também veiculado pela TV Tupi, canal 6. 



O pai do neopentecostalismo brasileiro 



Natural do Rio de Janeiro, Edir Macedo abandonou o curso universitário sem o concluir. Dizia ser uma pessoa deprimida. Procurou alívio no Catolicismo, não encontrando. Fez-se então adepto do espiritismo, sofrendo nova decepção. Depois de algum tempo se converteu ao pentecostalismo, ingressando na Igreja Cristã de Nova Vida. Da convivência com os irmãos, conhece seu futuro cunhado e parceiro de ministério, Romildo Soares – mais tarde Missionário R.R. Soares. Era 1968. Quatro anos depois deixam, juntamente com Roberto Augusto Alves e os irmãos Samuel e Fidelis Coutinho, a ICNV, quando, no mesmo ano, fundam a Igreja Cruzada do Caminho Eterno. Em 1977, após a saída dos irmãos Coutinho da ICCE, Edir Macedo, Romildo Soares e Roberto Augusto mudam o nome da denominação para Igreja Universal do Reino de Deus, começando na Abolição (zona norte do Rio de Janeiro) - Roberto Alves, que sagrou Edir Macedo como Pastor e recebeu deste também a unção, regressou à ICNV. Descontente com a prepotência e o espírito mercantilista de Edir Macedo, Romildo Soares deixa também a IURD para fundar, em 1980, a Igreja Internacional da Graça de Deus. 


Único no poder, Edir Macedo coloca em prática parte de sua experiência e aprendizagem na Igreja Cristã de Nova Vida e associa a está o liberalismo da Quadrangular, criando em pouco tempo um império que, três anos depois, alcança os EUA, ao fundar a primeira IURD em Monte Vermont, Nova York. Nove anos depois chega a Portugal, e em 1996 funda a primeira IURD no Japão. Segundo Campos, o sucesso da Igreja Universal pode ser medido ainda pelo número de templos abertos até 1995: 2.014 no Brasil e 236 em 65 países, nos quais são atendidos cerca de quatro milhões de pessoas, que participam dos “cultos”, “correntes de fé” e “campanhas de fé”. (Lusotopie, 1999, p. 355) 



Embora discordante de alguns pontos defendidos por MacAlister, Edir Macedo se apropria de parte de sua mensagem, que envolvia cura divina e prosperidade por meio da fé. Deu prosseguimento, também, ao trabalho nos meios de comunicação, elegendo a televisão como seu cavalo de Tróia. Até então explorada por pentecostais, como a Assembleia de Deus, e igrejas históricas, como a Batista e a Presbiteriana, a televisão passa a ser palco, nos anos seguintes, do trabalho de convencimento e propaganda da Igreja Universal e da Igreja Internacional da Graça de Deus e, futuramente, da Igreja Mundial do Poder de Deus. As pentecostais e históricas ocupariam uma pequena parcela de horários, com exceção do programa “Vitória em Cristo”, antes sem denominação oficial, mas a partir de 2010 ancorada na Assembleia de Deus Vitória em Cristo, sendo Silas Malafaia o presidente. 



Da IURD à Mundial Renovada 



Da Igreja Universal do Reino de Deus surgiriam inúmeras outras igrejas neopentecostais, com exceção da Renascer em Cristo (de origem pentecostal – seus fundadores eram membros da Igreja Pentecostal da Bíblia, Jabaquara, SP), da Igreja Evangélica Cristo Vive (fundada pelo ex-pastor da Igreja Cristã de Nova Vida, o angolano Miguel Ângelo) e de grupos minoritários, como a Bola de Neve (fundada pelo Apóstolo Rina, ex-pastor da Renascer em Cristo) e Sara Nossa Terra (fundada pelos bispos Robson e Maria Rodovalho, de origem presbiteriana). 



Da Igreja Universal surgiria, ainda no fim da década de 70, uma dissidência organizada pelos irmãos Coutinho. As duas maiores dissidências da IURD, entretanto, surgiriam nas décadas seguintes: a Igreja Internacional da Graça de Deus (1980) e a Igreja Mundial do Poder de Deus, do Apóstolo Valdomiro Santiago (1998). Da IIGD não se conhece nenhuma dissidência, mas da IMPD surgiriam, entre 2010 e 2011, quatro igrejas: a Igreja Mundial Renovada (05/2010), Igreja Missionária do Amor (08/2010), o Templo Mundial Resgate da Fé (09/2010) e a Igreja Evangélica Celeiro de Deus (10/2011). Das igrejas dissidentes, três foram fundadas por aliados de Valdomiro Santiago: Givanildo de Souza (segundo na cúpula da IMPD e fundador da IMA), Roberto Damásio (terceiro na ordem e fundador da IMR) e Sebastian de Almeida (homem de confiança da IMPD e fundador do TMRF). Do quadro original de dirigentes e apresentados em matéria publicada pela revista Época, apenas Francileia de Oliveira (esposa de Valdomiro Santiago) e Ronaldo Didini (ex-homem de confiança de Edir Macedo, e consultor de mídia da IMPD) permanecem ao lado do fundador. Para às igrejas dissidentes também seguiriam, em grande número, outros bispos da IMPD. Outros líderes e igrejas dissidentes surgirão nos próximos dias. Aguarde! 




Johnny Bernardo é jornalista, pesquisador da 

religiosidade brasileira e colaborador do Genizah 



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