sexta-feira, 16 de março de 2012

Carta de um pastor a um apóstolo


 Por Digão

Oi, Joãozinho, como você vai? Rapaz, estou com saudades de você, dos tempos do seminário, quando eu, você e a minha esposa nos divertíamos com os outros colegas comendo pastel com garapa, mas também nos consternávamos em ver como éramos pequenos diante da infinita graça e misericórdia do Senhor. A saudade deve ser porque estou remexendo minhas coisas, e achei alguns cadernos daquele tempo, com meus garranchos que, acho, nem eu conseguirei mais ler! Realmente, você tinha razão, minha letra era (e continua sendo) horrorosa!
Recentemente encontrei na internet o site da igreja que você pastoreia. Rapaz, que coisa linda! E como vocês cresceram! Que povo animado e alegre, ao menos pelo que vi das fotos!
Mas, Joãozinho, o motivo de lhe escrever vai além da saudade e do apreço que tenho por você. Estou muito preocupado, sabe? Como você mesmo disse, eu sou “muito eu”, ou seja, não consigo esconder algo que sinto. E me sinto no dever de falar com você.
Vi que você agora é chamado de apóstolo. Apóstolo, Joãozinho? APÓSTOLO? Que loucura é essa, amigão? Quem te ordenou? Por qual concílio você passou?
Sempre considerei você um cara equilibrado. Admirava sua fé pentecostal, apesar de eu não ser um, porque via em você a integridade e a pureza dos santos. Porém, ao ver a foto com a legenda “apóstolo João”, senti que a pureza dos santos foi trocada pelo pragmatismo dos espertos mercenários. Vi que, apesar do sorriso da foto, você não parecia mais o mesmo sujeito alegre e feliz de sempre.
Tivemos a mesma instrução teológica, os mesmos professores, os mesmos colegas, os mesmos conflitos internos... Meu irmão, por que você vendeu seu posto de atalaia do Senhor por um prato de lentilhas pós-modernas e que zombam do cristianismo verdadeiro? Por que, para você, um pastor deve agradar sua platéia, esquecendo-se de quem é? Joãozinho, isso não é chamado ao pastorado, mas sim hipocrisia com uma grossa camada de verniz religioso. O mesmo verniz religioso que tampou a podridão daqueles que se levantaram contra o Senhor, mandando-o para a cruz. Joãozinho, eu sei, você não é um deles! Saia desse meio, antes que chegue a se tornar um deles!
Você sabe que, antes de me converter, eu me bandeava pros lados do esoterismo. Porém, meu amigo, esse “novo mover” em que você diz que anda, além de uma agressão gramatical (é duro um verbo se transformar em substantivo na marra!), nada mais é do que aquele velho misticismo em que eu andava antes de conhecer a Cristo. Se você estivesse sem Cristo, eu até entenderia essa história de anel de autoridade e cobertura espiritual. Porém, com Cristo somos interdependentes, nos submetemos uns aos outros e todos a Cristo apenas. Portanto, considero espúria toda essa nova moda em que você se meteu.
Sei bem que ajuda a crescer, e como ajuda. Porém, lembrando daquele missiólogo que estudamos, Orlando Costas, câncer também cresce, e de maneira desordenada. E você está no meio de uma metástase, mano! Sai logo daí!
Tenho orado muito por você. Saiba que vou orar ainda mais, para que você redescubra a alegria e a dor de ser pastor, e abandone esse neopaganismo apostólico -- onde já se viu um apóstolo, como os atuais, negarem o ensino de Cristo?
Que o Senhor lhe dê graça e lhe abra os olhos.
Obs.: Alguns dados são ficcionais, mas a realidade, por ser tão absurda, supera a ficção.

Digão fica cada vez mais perplexo com as invencionices gospelentas, e compartilha sua perplexidade aqui noGenizah.

quinta-feira, 15 de março de 2012

O Jesus da Cristandade. Fala sério varão!







Um certo "Jesus" vem sendo anunciado no seio da Igreja, mas este não é o Jesus das Escrituras, Senhor e Salvador Soberano, antes é o "Jesus" servo dos homens, o mediador entre nós e a benção, o deus escravo, mordomo dos crentes, sempre pronto para atender aos desejos mesquinhos de seus filhos, é o "Jesus da Cristandade". Confira no vídeo, e volte ao Deus Eterno, ao Jesus das Escrituras, a quem devemos submissão! 





Thiago Fonseca e Michael Nasser do Fala Sério Varão  são da turma do Genizah



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quarta-feira, 14 de março de 2012

Trair e Coçar: é só Começar!



Por Carlos Moreira

Introdução

Euclides Rodrigues da Cunha foi, entre outras coisas, escritor, sociólogo, historiador, poeta e engenheiro brasileiro que viveu no século XIX. Sua história ficou conhecida como a “Tragédia da Piedade”, ou seja, ele foi vítima de um dos acontecimentos mais corriqueiros na existência humana: a infidelidade conjugal.

Euclides da Cunha, como era conhecido, foi casado com Anna de Assis. Sua viçosa e bela esposa, pelas “vias do destino”, veio a apaixonar-se e envolver-se com um primo 17 anos mais novo do que ela, o qual, inicialmente, se hospedara em sua casa.

Do romance com Dilermando de Assis, Ana teve dois filhos, um dos quais morreu. O outro menino, um garoto loiro numa família morena foi, aparentemente, acolhido por Euclides. Não obstante isto, em 1909, já desconfiado da traição, nosso “herói” vai até a casa de Dilermando com a intenção de matar ou morrer, “lavar a honra” com sangue, ato de “cabra macho”.

O desfecho do encontro foi trágico. Dilermando, que era perito em tiro e experiente militar, matou Euclides com um tiro certeiro. Ao depois, inocentado pelo tribunal, casou-se com Ana e os dois viveram juntos durante 15 anos.

Essa tragédia brasileira, bem ao estilo Nelson Rodrigues, poderia carregar como título o nome de uma de suas polêmicas peças: “Perdoa-me por me Traíres”. Sim, essa insígnia representa com propriedade os contornos da epopéia carioca, ou ainda, citando Pittman, a mais cara de todas as loucuras é acreditar apaixonadamente naquilo que claramente não é verdade”.

Consciência com as Conseqüências

Traição, ao contrário do que, talvez se pense, não é coisa de “pagão”. Algo de natureza e contornos bem semelhante ao drama de Euclides pode ser encontrado na própria Escritura Sagrada na traição de Davi com Bate-Seba.   

O mavioso salmista de Israel, Rei da nação, não resistiu aos encantos da mulher de seu general Urias, e, numa história cruel, bem ao estilo do Nelson, onde há traição e assassinato, o “homem segundo o coração de Deus” viu o seu ser tomado por todos os matizes do pecado, desde sua elucubração até a consumação. O coração de Davi era, sem dúvida, de Deus, mas ele parecera esquecer de consagrar ao Todo-Poderoso outras partes importantes do seu corpo. Deu no que deu...

Fato é que as conseqüências do adultério são sempre trágicas. Enganam-se os que imaginam ser ele algo inócuo ao ser. Enganam-se os que pensam que “aquilo que os olhos não vêem o coração não sente”. Sexo é coisa espiritual. Coito é coisa carnal. Há uma grande diferença entre sexo e coito. Um trata da celebração prazerosa da vida em todas as suas dimensões, no encontro de corpo, alma e espírito que acontece entre os que se amam. O outro é apenas tesão, troca de fluídos, prazer de ocasião, hedonismo na melhor concepção do termo.        

Também há uma grande diferença entre conjugalidade e casualidade. A primeira dimensão trata da vida a dois, do amor estabelecido como decisão, de projeto existencial, de acolhimento e entendimento do propósito de Deus. A segunda trata do sexo fortuito, descompromissado, algo desencadeado pela emoção, pela tara, pelas pulsões interiores, pelo desejo do perigo, pela necessidade de “novidades”, pela adrenalina da traição.   

Como bem citou Cáio Fábio, em artigo sobre sexualidade, “há quem queira muita ‘variedade’... Meu Deus, que ilusão! Mal sabem que a tal ‘variedade’ vai deixando gambiarras penduradas pela gente, como fios desencapados e ‘em curto’. Se pudéssemos ver espiritualmente tais pessoas, as veríamos como troncos cheios de cabeças, braços, olhos, e pernas. Sim, completamente monstrificadas... Simbiotizadas de tantas formas e de tantas maneiras, que elas mesmas assustar-se-iam se pudessem se enxergar. Mas não é preciso enxergar para ver. Basta que se olhe para dentro do coração, para as legiões de seres..., para sentimentos que cada vez mais se complexificam na alma, para mentes cada vez mais compartilhadas pelos entes psicológicos que foram sendo agregados no caminho”.



A Pesquisa “O Crente e o Sexo”

Este tema do adultério apareceu de forma muito contundente na pesquisa que o recém criado BEPEC – Bureau de Pesquisa e Estatística Cristã – www.bepec.comm.br produziu durante o mês de abril. A pesquisa foi realizada com o público “evangélico” via e-mail marketing e pode ser consultada no site acima a partir da próxima semana.

Enviamos mais de 71 mil e-mails e obtivemos, a partir de um questionário de coleta de dados pré-formatado, aproximadamente 6 mil respostas válidas para o grupo “casados”. O resultado, decididamente, não me surpreendeu em nada. Abaixo farei algumas considerações. A pesquisa, até este momento, levou a mim e ao Danilo – Editor Chefe do Genizah – a sermos entrevistados pela revista “Cristianismo Hoje” e também a irmos ao programa “Papo de Graça” com o Rev. Caio Fábio.  

Para mim, o grande resultado da pesquisa é mostrar à enorme farsa que existe no meio “evangélico” brasileiro em relação à sexualidade. Todos os tabus caíram como as muralhas de Jerusalém quando o General Tito, no ano 70 da era Cristã, invadiu a cidade e a destruiu. E ”mano”, sobra “tijolada” para todos os lados, quase ninguém escapa.

Focando no tema do artigo, trago-lhe alguns dados. A pesquisa retratou que a média dos entrevistados quanto a alguns aspectos importantes para traçar o perfil da sexualidade entre os “evangélicos” foram os seguintes: 56% eram homens e 44% mulheres. Aproximadamente, eles possuíam 8 anos de casados, 7 anos de convertidos e faixa etária entre os 35 anos de idade.
O percentual de pessoas que já traíram seus cônjuges foi de 12% para as mulheres e 24,5% para os homens. Comparados estes números com dados de pesquisa do Ministério da Saúde - 2008, ficou posto que os homens “evangélicos” traem mais do que a média da população brasileira, mesmo considerando-se a margem de erro. No caso das mulheres, o índice foi praticamente o mesmo. Em síntese, já não podemos afirmar, como disse o profeta Malaquias, “então vocês verão novamente a diferença entre o justo e o ímpio, entre os que servem a Deus e os que não o servem”. Ml. 3:18.

Na verdade, a pesquisa nos chama a consciência, a revermos não só nosso discurso, altamente esvaziado por nossas práticas, mas, sobretudo, nossa postura hipócrita e dissimulada ante a sociedade, nossa falta de misericórdia diante dos transtornos dos que “caíram”, nosso juízo temerário em face a situações que nós, sequer, conhecemos os “contornos”. Façamos o que nos disse Jeremias, sentemo-nos a sós e fiquemos em silêncio... Isso já seria um bom começo.

Os dados revelados acima mostram apenas as questões relativas à traição. Se formos ver os pontos ligados à pornografia, relação homossexual, uso de “acessórios” e outras práticas sexuais veremos que os cristãos vivem da mesmíssima forma que aqueles que não professam qualquer fé confessional.

Em absoluto a pesquisa me surpreendeu. Ser “evangélico” em nossos dias não significa, de forma alguma, ter valores e conteúdos do Evangelho. Ser “evangélico” revela apenas a adesão de um indivíduo a uma determinada denominação cristã. Tratar os “evangélicos” como uma categoria diferenciada da população é alimentar um mito, é imaginar que esta “fatia” da sociedade possui hábitos e costumes diferentes das outras pessoas. Engano e engodo! Se isto algum dia foi verdade, hoje, já não é mais.

E mais.... Se essa pesquisa fosse sobre outro tema qualquer, como ética, por exemplo, os resultados seriam os mesmos, ou seja, revelariam discrepâncias semelhantes. Os dados colhidos só corroboram com minha experiência pastoral no aconselhamento de casais há, pelo menos, 15 anos.

A Solução não está na Desumanização do Humano

A bem da verdade, sexo para os cristãos sempre foi um problema, e isso desde o início da igreja. Paulo já carregava, notadamente, certa dose de “impregnação” quanto ao tema em suas epístolas, muito provavelmente como forma de antagonizar a doutrina cristã frente à devassidão da sociedade romana, na qual ele vivia. Esta, por sua, vez, já carregava em suas “entranhas” as influências do helenismo grego, onde o sexo assumia diversos matizes contrários aos costumes hebreus.

Daí para frente à questão só piorou... No século IV, com Santo Agostinho, o sexo tornou-se algo terrível, uma nódoa na consciência dos cristãos. Agostinho, que vinha de uma vida dissoluta, introduz um sentimento de culpa que esmaga toda e qualquer ação que gere prazer sexual. Nele o sexo torna-se feio, sujo, impuro, perverso e vicioso. Em sua famosa obra “Confissões”, chega a afirmar: "... a felicidade não é um corpo e por isso não se vê com os olhos". É sobre este pensamento que a cultura cristã ocidental vai se desenvolver, ou seja, sobre a premissa de que sexo e pecado são coisas que andam juntas.

Com o surgimento da psicanálise de Sigmund Freud, no século XIX, estas questões foram analisadas por um outro ângulo e, assim, essa idéia de sexo como coisa maligna foi praticamente abolida. Contudo, e isso é fato, a igreja sempre foi impermeável a ciência e, convenhamos, Freud nunca esteve entre os pensadores que a influenciaram. Há algo que me chama a atenção na pesquisa? Não. Talvez apenas o fato de pessoas que praticam uma religião terem a coragem de responder, ainda que anonimamente, a perguntas de caráter extremamente explícito. 

Segundo a psicóloga Gelly Marques Pereira, “ainda hoje, em pleno século XXI, percebe-se que, para muitas pessoas, o que justifica o casamento é um amor apaixonado, idealizado, absoluto. E o que justifica um bom número de divórcios e recasamentos é a decepção com as histórias vividas, associadas ao 
redespertar da esperança, à procura inebriante de novas ilusões. A proliferação de relações paralelas, ocultas e proibidas nasce desse desejo insaciável, representando exatamente a mesma busca, a partir da convicção nem sempre consciente de que o fantástico não subsiste ao dia-a-dia, não passa por nenhum teste de realidade”.

Com tristeza tenho visto, nos últimos anos, muitos lares cristãos se esfacelarem. Alguns foram destruídos em conseqüência de casos de adultério, inclusive de pessoas envolvidas com o ministério, no caso, pastores e pastoras. Confesso que é desestimulante para alguém que trabalha para ajudar a consolidar famílias ter de lidar com a sua falência. Mas, por outro lado, não há como colocar mordaças nos olhos e na consciência diante do que está acontecendo.

O fenômeno da traição no mundo contemporâneo é muito bem resumido por Pittman: “paixão e romance têm pouco a ver com amor, que significa trazer prazer, conforto, paz e segurança um para o outro, ao invés de dor, excitação e ansiedade. No entanto, em nossa sociedade, essas paixões intensas, desorientadoras, serviram, nas últimas décadas, como a base para muitos casamentos”.

Conclusão

Como já tenho dito e escrito, em síntese, a pesquisa desvela um universo que, talvez, ainda seja desconhecido do público em geral. Contudo, para mim que sou pastor, ela apenas comprova o que já escuto todos os dias no meu gabinete, durante as seções de aconselhamento.

O que existe na verdade, e aí entramos no terreno da “mitologia evangélica”, é que a sociedade imagina que a religião é um “cabresto” para determinados impulsos da natureza humana, como a sexualidade, por exemplo. Essa ilusão continua sendo “vendida” nos púlpitos de muitas igrejas, como se a doutrina, por si só, fosse capaz de tornar-se instrumento de sacralização dos impulsos da “carne”, um meio de transformar o indivíduo comum num asceta medieval, de remetê-lo a ataraxia grega, a sublimação do sentir do ser.

É fato que há um afrouxamento do ensino e da pregação da santificação na igreja cristã contemporânea e, sem dúvida, isto ajuda a construir um cenário de liberalismo e permissividade. Mas não há como negar que essas questões existem desde sempre, pois podemos encontrá-las presentes no livro de Gênesis, na cidade de Sodoma, nas orgias da Grécia, nos bacanais de Roma, na boemia francesa da idade média e nos bailes funks do Rio de Janeiro.

Esta não é uma questão ligada a uma época ou a uma cultura, é algo atemporal, intrínseco ao ser humano, faz parte de nossa natureza “caída”, devia ser visto como coisa real, pois, tratar o tema de outra forma só faz proliferar o que temos aí, o sexo como algo insalubre, como perversão escondida, como neurose religiosa, e tudo o que é proibido explode da alma para a vida nas formas mais hediondas possíveis. Sente numa sala de aconselhamento e você comprovará o que estou dizendo. 

Ora, eu não sou legalista, ou contra separações, mesmo sendo pastor de igreja. Crucifique-me quem quiser! E não me venha com sua “exegese de gaveta”, viciada, baseada no uso do texto que exalta a letra das Escrituras, mas exclui o Espírito do Evangelho. Sei, todavia, que meu trabalho, como sacerdote, é ajudar pessoas a construir vínculos afetivos fortes e duradouros.

Contudo, não há como negar que, às vezes, vida de marido e mulher torna-se uma fábrica de neuroses e amarguras. Nesses casos, quando verifico que o ficar junto se constitui algo totalmente insalubre ao ser, pois está diluindo a substância interior das pessoas, além do desastre que é para os filhos ter de conviver com essa “ferida purulenta”, não raro apenas para manter as aparências, sejam religiosas, sejam sociais, aceito o fato de que, o que Deus NÃO uniu, o homem pode separar.

O que tenho visto em certos tipos de vínculos conjugais é que eles, de tão adoecidos que estão, acabam se constituindo em algo profundamente nocivo a psique do casal. Dentro deste contexto, surgiu em nossa sociedade um tipo de patologia relacional que vem crescendo assustadoramente nos últimos 10 anos. Trata-se da famosa “solidão a dois”.

A “síndrome” baseia-se na premissa de que os casais modernos estão mais preocupados em competir do que em construir, vivem juntos, mas existem desconectados. Moram na mesma casa, dormem no mesmo quarto, mas não conseguem experimentar um mínimo de conjugalidade. Possuem dois carros, duas camas, dois computadores e duas contas correntes. Têm amigos separados, lazer separados, filhos separados, bens separados, ou seja, tantas coisas fora do comum, e tão poucas em comum que, por fim, acabam olhando-se nos olhos e se perguntando: “por que foi mesmo que nós nos casamos?”.
O que fazer então? Bem, alguém já me disse que “galha” não existe, isto é algo que colocam na cabeça das pessoas. Eu, por via das dúvidas, continuarei a fazer o que tenho feito nos últimos 20 anos de convívio afetivo-conjugal com minha esposa: sexo de boa qualidade, livre, prazeroso, consensual e romântico. E não me esquecerei que casamento é obra de tapeceiro, tem de ser construído todos os dias, com singularidade, respeito e compromisso. Quanto ao mais, lembro apenas aos “incautos” que “trair e coçar: é só começar”.


Carlos Moreira é culpado por tudo o que escreve. Ele é editor do Genizah e escreve também na Nova Cristandade.


Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/2011/05/trair-e-cocar-e-so-comecar.html#ixzz1p8oAO12n
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terça-feira, 13 de março de 2012

William Lane Craig – O Argumento Cosmológico para Existência de Deus


William Lane Craig no vídeo abaixo, trecho de um debate contra Christopher Hitchens, expõe um argumento a favor da existência de Deus, o qual ele nomeou Argumento Cosmológico Kalam.
Por William Lane Craig. © Reasonable Faith. All rights reserved worldwide. Website:reasonablefaith.org
Traduçãodeusemdebate.com
   Fonte: www.voltemosaoevangelho.com

Spurgeon e a "Pregação" Moderna


Não deve ser necessário introduzir estas considerações com uma declaração da necessidade de ler as Escrituras. Você sabe quão necessário é alimentar-nos da verdade revelada nas Escrituras Sagradas. Preciso perguntar se você lê a Bíblia, ou não? Lastimo que a presente época é de leitura de revistas — uma época da leitura de jornais — uma época de ler publicações periódicas, mas não tanto uma época de leitura bíblica quanto deveria ser. Nos tempos antigos, as pessoas tinham poucos suprimentos de outra literatura, mas achavam uma biblioteca suficiente naquele único Livro, a Bíblia. E como liam a Bíblia!
Há uma grande escassez das Escrituras nos sermões modernos, em comparação com os daqueles mestres da teologia, os teólogos Puritanos! Quase todas as frases escritas por eles parecem lançar luzes adicionais sobre um texto das Escrituras; não somente o texto a respeito do qual pregavam, mas ainda muitos outros eram enfocados de modo novo, no desenvolvimento do sermão. Deus ajude os pastores a seguirem mais de perto o grandioso velho Livro. Seríamos pregadores instrutivos se fizéssemos assim, mesmo desconhecendo “o pensamento moderno” e sem estar “à altura da atualidade”.

Fonte: www.voltemosaoevangelho.com

Finalmente, o valoroso Ministério Público parte para cima da cachorrada! IURD acusada de estelionato!




 Eu voltei... 
Agora para ficar!    

♪ Por que aqui
 Aqui é meu lugar!



Vão ser todos enquadrados como estelionatários!
Edir, mentor da organização criminosa!
Ladrões! Aborteiros!
Espero que não se esqueçam do mais novo ministro da pesca, o Crivella, que já esta se preparando para dar o seu ou dá ou desce nos peixinhos do mar, risos.




E por falar nisto, depois eu conto sobre certos editores de site, misturados entre nós, que são, na verdade, "holofotes" do demônio da Universal difarçados,  plantados na blogosfera cristã para trazer discordia entre os irmãos!

sexta-feira, 9 de março de 2012

PROCON bate na igreja Mundial


O Rei do Gado é enquadrado!!!

Fiscais do PROCON do B querem autuar a loja online da Igreja Mundial por propaganda enganosa e mau gosto.


loja on-line da seita mundial vende diversos produtos ditos “ungidos” e “milagrosos” como meias, camisas, toalhas, canetas e chaveiros. Segundo os fiscais todos são casos de exploração da crendice popular e, até mesmo, um tipo de estelionato religioso. 



Para os advogados da Mundial, são artigos religiosos e nem governo e nem autoridade humana poderiam se envolver com isto. É questão de fé e o apóstolo Valdemiro é a autoridade máxima em fé neste planeta. Faz chover, faz nevar e libera o trânsito da marginal!

As autoridades do PROCON do B concordam que existe liberdade religiosa no país e não é possível fazer nada, a menos que haja um contrato de prestação de serviço assinado e não cumprido, o que não é o caso, ou o testemunho de um contrato verbal entre as partes: fieis não atendidos na promessa e pastores que não executaram os milagres. Contudo, o PROCON do B consegui enquadrar, ao menos um produto: o KIT DO MILAGRE URGENTE – ver a seguir:



Este produto pode ser enquadrado como propaganda enganosa, afinal, promete um milagre urgente e, em se tratando de um KIT de 7 DVDs com duas horas de duração cada, de urgente o produto não tem nada! Isto é mais longo do que cobertura de desfile de escola de samba dublado! Imagina que o camarada está pela hora da morte... Vai esperar até quarta-feira de cinzas pela apuração do milagre? Mórreuuu.
 


O mesmo fiscal ainda estuda denunciar o “chapéu do bispo Valdemiro” (ver a seguir) à Patrulha da Moda (um programa do canal a cabo). Aquele chapéu é medonho! Não combina com nada! Não sei qual é a fixação dos evangélicos brasileiros com a cultura sertaneja. Aquela outra usa bota de cowboy de piton, este ai chapéu de vaqueiro e, nas paradas gospel, o que mais se ouve é sertanejo. Gizuis era fazendeiro ou carpinteiro?, pergunta o atônito fiscal.


 Até as criancinhas!

Os procuradores da entidade também informam que já levaram o caso ao Juizado de Menores. Segundo, apurado, até produtos infantis prometendo milagres são encontrados no site. A bicicleta Sê Tu Uma Bença(que acompanha a camisa) faz parte da turminha da Mundial e promete ser a única bicicleta que, em caso de queda, dá ticket radiografia com unção do apóstolo.  Já há casos de meninos que cairám só para aparecer na TV e ganhar um beijinho no dodoi do Tio apóstolo Valdemiro. Assim não dá! Assim não pode!

Clique para visitar a bicicleta que já vem ungida de fábrica!



PROCON do B é uma entidade imaginári, os produtos e a loja são reais (bem reais, diga-se).